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We3

Sou assumidamente uma apaixonada por animais. Considero isso uma das minhas principais virtudes e me orgulho muito disso. Não é de se espantar que histórias dramaticas que possuem animais como protagonistas são capazes de me envolver de uma maneira absurda e com We3 Instinto de Sobrevivência não foi diferente, justamente por retratar a arrogancia dos seres humanos e a sua insasiável sede de controle sobre a natureza e outras espécies consideradas”inferiores”.

We 3 é uma história comovente sobre três animais modificados para se tornarem verdadeiras máquinas de guerra. O propósito inicial desse experimento que deu origem aos Biorgs (ou organismos bioprojetados) era justamente substítuir a força humana em diversos aspectos com o foco principal nas guerras do futuro que seriam lutadas por animais treinados e controlados remotamente.

O experimento “Armamento Animal 3″ é composto por três integrantes: um cachorro, um gato e um coelho. Os personagens são equipados com uma armadura metálica, que lembram grandes insetos, deixando a mostra apenas as suas cabeças, o único traço preservado de sua verdadeira natureza.

We3

Apesar de todas as modificações que permitiram aos animais até mesmo expressarem os seus sentimentos em poucas palavras houve a exploração de seus principais sentidos e extintos. O cachorro foi transformado em um poderoso tanque de guerra, o gato, numa máquina furtiva e letal, já o coelho foi treinado para espalhar minas terrestre e gases venenosos.

Treinado como uma verdadeira equipe, os animais se ajudam durante as batalhas e nesse contexto a doutora Roseanne Berry teve uma importante participação. A personagem é a única cientisca que ainda os vê como animais e não apenas como um equipamento que tornou-se defasado após o aprimoramento da tecnologia em novos experimentos. É justamente após o anuncio do encerramento da operação We3 e de uma sucessão de fatos capazes de criar muita tensão e grandes expectativas, que os três animais armados com alto poder bélico vê-se solto na natureza próximo á area de grande concentração de civis.

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Já nas primeiras cenas da HQ não resta dúvida ao leitor do alto nível de sanguinolência que ele irá se deparar nas próximas páginas.

Os autores buscaram contrabalancear o apelo emocional que geralmente histórias protagonizadas por animais fofinhos possuem inserindo passagens de muita violência, evidenciada detalhadamente nos quadrinhos que não nos poupa visualizar vísceras e corpos dilacerados.

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A trajetória desse animais é contada principalmente por meio de imagens. Há poucos diálogos na história que tem seu foco na arte e nos movimento das cenas, pelos quadros distribuídos de forma não linear sobre a página.

Uma ideia muito legal, foi demonstrar ao leitor que os protagonistas foram um dia, apenas animais de estimação de alguma família. Durante a história nos são apresentados cartazes de “Procura-se” com a foto dos animais e um texto explicando suas principais características físicas, personalidade e o apelido pelo qual eram chamados. Impossível não se comover.


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Bidu – Caminhos abre o segundo ciclo de Graphic Novels MSP. Os responsáveis por recontar a história de Bidu e Franjinha é a dupla de artistas Eduardo Damasceno e Luis Felipe Garrocho de “Achados e perdidos” e “Cosmonauta – Cosmo”.

Diferente dos gibis, a HQ possui um tom mais realista. Somos transportados para a vida de um vira lata que mora num terreno baldio e faz de um carro velho o seu refúgio.

A história é contada em sua maior parte pela perspectiva do cãozinho azul e a dinamicidade das cenas nos revela os caminhos percorridos pelo personagem antes de iniciar o elo de amizade com o garoto aspirante a cientista.

Bidu caminhos

Além de passar seus dias fugindo da carrocinha e de outros perigos das ruas, nos deparamos com muitas brigas e desentendimentos do mundo animal, apesar de possuírem personalidade, Bidu e os outros cãezinhos são retratados de modo mais real, preservando os seus instintos e características naturais de qualquer outro cachorro.

A história possui grande apelo visual, somos instigador a “ler imagens” já que o texto é restrito apenas aos balões falados por seres humanos, como toda a história tem o seu foco central no Bidu, sua comunicação com os outros animais é realizada por meio de símbolos e imagens, um desafio proposto por Sidney Gusman, mas que foi aproveitado de maneira bem criativa pelos autores.

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É preciso olhar cada quadrinho com muita atenção, pois há muitos detalhes que podem passar despercebido. Através deles, conseguimos interpretar os sentimentos dos personagens analisando as suas feições e também as cores! Essa variação é bem marcante e nos transmite por meio dos tons, desde o sentimento de descontração ao profundo desespero. Na própria capa já temos um belo exemplo disso, ilustrados em tons frios e apagados encontramos um Bidu cabisbaixo perdido no meio da chuva, sem demonstrar a mínima esperança.

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Vale destacar que apesar de bem rápida há a participação de diversos personagens da Turminha como o Bugu e a própria Mônica. É claro que Franjinha recebe uma atenção especial, e nos apaixonamos com a sua aptidão para invenções e o modo com que foi capaz de identificar um pontinho azul perdido no aglomerado cinza das cidades.

Fiquei bem satisfeita com as ilustrações e com a história simples, porém envolvente retratada em Bidu – Caminhos. Assim como os outros títulos dessa coleção o encadernado manteve o alto nível de qualidade, vale muito a pena conferir! :)


Valente de Vitor Caffaggi

Desde que li Turma da Mônica – Laços me apaixonei pelos traços e delicadeza do trabalho realizado pelos irmãos Vitor e Lu Caffagi. Porém, apesar da empolgação de ter ganhado esse HQ e de ter sido fisgada imediatamente pela história do cãozinho Valente, eu não dei continuidade a sua leitura e sequer finalizei o primeiro exemplar.

Tive bons motivos para não continuar, era uma época difícil em que tudo remetia ao terrível tcc e por isso fui empilhando alguns livros e também algumas HQs aqui em casa. A boa notícia é que agora, com a vida um pouquinho mais tranquila (só um pouquinho…) eu estou conseguindo retomar o meu antigo hábito de leitura e finalmente semana passada chegou a vez do Valente!

valente quadrinhos

A história é bem simples e tocante tendo como foco o primeiro amor do protagonista. Acompanhamos os últimos meses do ensino médio e nos deparamos com todas as angustias e expectativas de um futuro relacionamento.

Valente é representado na forma de um cãozinho, aliás, todos os personagens da história são animais e traduzem de certa forma, algum traço de suas personalidades.

valente quadrinhos

A história parte da premissa “menino conhece menina” e nessa fase da vida em que tudo o que parece importar é ser notado pela garota (o) amada (o), Valente cria grandes expectativas quando começa a construir um relacionamento mais próximo com a gatinha Dama.

Eu me identifiquei muito com os sentimentos conturbados do protagonista, aliás, acho que todo mundo tem um pouquinho de Valente dentro de si. Seu nome parece brincar com a sua verdadeira personalidade, o cãozinho é um garoto tímido, pouco popular e com algumas dificuldades de se relacionar com pessoas desconhecidas. Mas o que achei mais engraçado e vi muito de mim, foi o fato de criar o desenrolar de uma vida inteira, a partir de um fato que ainda não aconteceu.

Vitor Caffagi se inspirou em passagens de sua vida para compor a trajetória de Valente. Muitos personagens ali representados fazem referencia aos seus amigos e familiares e principalmente a sua irmã mais nova Lu Caffagi.

A HQ é muito fofa e acredito que será capaz de agradar tanto aos fãs de quadrinho, quanto a quem apenas está em busca de uma boa história. Em breve a crítica dos dois outros volumes da série: Valente – Para todas e Valente – Por opção. Aguardem!


Bidu - caminhos 7

Finalmente chegou o grande dia de sabermos um pouco mais sobre a HQ Bidu – Caminhos. Sidney Gusman publicou hoje em seu Twitter a capa do encadernado e outras 9 imagens.

Esse trabalho faz parte da Coleção de Graphic MSP que já possui outros títulos que eu simplesmente amo como Astronauta de Danilo Beyruth, Turma da Mônica – Laços de Vitor e Lu Caffagi, Chico Bento – Pavor Espaciar de Gustavo Duarte e Piteco – Ingá do paraibano Shiko.

Eu adquiri todos os exemplares e pretendo continuar a colecionar os novos títulos que virão por ai. O lançamento de Bidu – Caminhos irá acontecer durante a Bienal Internacional do Livro em São Paulo e contará com a presença de Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho, os autores da HQ.

Eu achei o traço dos autores muito bonitos e o tom azulado e frio das cores utilizadas me agradou bastante, aliás não só o Bidu está super fofo, mas também o Franjinha! Ainda bem que eles não esqueceram o Bugu, sem o cachorrinho amarelo a história não ficaria completa!

Os títulos dessa série me impressionaram principalmente pela qualidade da sua arte. As histórias que trazem como protagonistas os personagens mais famosos da turminha do Maurício de Sousa não decepcionaram nem um pouco e acredito que com o Bidu não vai ser diferente! Confira as imagens!

Bidu - caminhos

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Bidu - caminhos 6

Bidu - caminhos 5

Bidu - caminhos 2

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E finalmente a Capa!

Bidu - Caminhos - Capa


Piteco - Ingá by Shiko - Capa

Marcando o encerramento da primeira fase de Grafic Novels da turma da Mônica, Piteco – Ingá é a releitura realizada pelo paraibano Shiko.

A história marca a migração do povo de Lem para outras terras, uma vez que uma grande seca minguou o único rio que abastecia a aldeia. Porém, quando todos se preparavam para seguir os conselhos de Thuga, uma espécie de sacerdotisa capaz de interpretar os sinais dos antigos, os homens tigres membros de uma aldeia rival a captura para oferecê-la como uma oferenda especial para o deus adorado por eles.

Diante desse fato, Piteco une forças com seu amigo Beleléu e a valente Ogra, e partem para resgatar Thuga das mãos do inimigo prometendo reencontrar o seu povo que iniciaram a longa caminhada em busca do místico rio vermelho.

Piteco - Ingá by Shiko - Imagem 1

Piteco não é um dos personagens mais populares de Maurício de Sousa. Apesar de gostar de suas histórias em quadrinhos tradicionais, eu não me lembrava de muitos personagens que aparecem na história como os homens Tigres, Beleléu ou até mesmo a Ogra. Os únicos personagens mais marcantes que considerava era o próprio protagonista Piteco e a apaixonada gordinha que não cansava de implorar pelo amor do caçador e que eu nunca conseguia decorar o nome.

Nessa história, porém, Thuga ganhou uma importância maior se tornando a Xamã de um povo, “aquela que carrega os olhos ocos da águia. Que vê o futuro e fala com os antigos”.

Piteco - Ingá by Shiko

Shiko construiu uma história que considera e dá valor a cultura brasileira escolhendo a Paraíba e a pedra do Ingá, monumento arqueológico tombado como patrimônio nacional, como palco para a HQ. Ele também fez a sua versão de criaturas místicas que fazem parte do folclore brasileiro.

M-Buatan é a versão de Shiko para o Boitatá, já o deus Arapo-Paco é inspirado no Curupira ou Caipora. Além de toda essa essência cultural, o que mais chama a atenção, não somente nessa HQ, mas em todas as outras lançadas anteriormente, é a arte, as cores, o traço de personalidade de cada artista que aceitaram participar do projeto proposto por Sidney Gusman.

Para Piteco-Ingá Shiko utilizou pintura em aquarela, resultando em ilustrações marcantes seguindo o padrão de alta qualidade das HQs da série anteriormente lançadas. Vale muito a pena ter a coleção completa. Ano que vem novos títulos serão lançados e eu com certeza, quero conferir todos eles!


Desde a primeira Graphic Novel MSP lançada no final de 2012 muito material bom foi produzido dando vida a diversas versões especiais dos famosos personagens de Maurício de Sousa.

Dando continuidade a série foi anunciado na FiQ, Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte que ocorreu no último mês de Novembro, os novos títulos que serão lançados no próximo ano, dessa vez, outros personagens ganharão o seu espaço e muita novidade ainda pode estar por vir.

Os irmãos Vitor e Lu Cafaggi irão dar continuidade a bonita história de Laços, HQ que reúne os principais personagens da turminha. Astronauta – Magnetar também será levado adiante e ganhará seu segundo volume pelas mãos de Danilo Beyruth. Além desses títulos que foram um dos mais famosos das primeiras publicações, A turma do Penadinho, Papa-Capim, Bidu e até a Turma da Mata que tem como personagens mais conhecidos Jotalhão, Rita Tanajura e centenas de coelhinhos irão ter a oportunidade de ganhar o merecido destaque.

Além de todas essas novidades, Maurício de Sousa revelou ainda a possibilidade de transformar as histórias retratadas nas Graphics Novels, em filme Live action, aqueles realizados com atuações com pessoas reais.

Eu realmente fiquei surpresa com a notícia, uma vez que o cinema brasileiro, salvo raras exceções, não conseguiu produzir muitos filmes que não se pareçam com as novelas globais, mas enquanto o projeto não passa de uma ideia que precisa ser estudada e amadurecida, confiram as primeira imagens divulgadas em detalhe das produções, que mais uma vez, revelam desenhos cheios de personalidade e de visível qualidade.

Astronauta II

Astronauta II

Turma da Mônica II

Turma da Mônica  II

Bidu

Bidu

Penadinho

Penadinho

Papa-Capim

Papa-Capim

Turma da Mata

Turma da Mata


Piteco, personagem de Maurício de Sousa que vive no período da pré-história será o grande protagonista do quarto volume da série Graphic MSP.

O encadernado de nome Piteco – Ingá terá arte e roteiro produzido pelo paraibano Shico. Ao que tudo indica a história fará referencia a pedra do Ingá, monumento arqueológico que possui inscrições rupestres e que fica localizado no município de Ingá, na Paraíba.

Piteco-IngaPrimeira imagem interna divulgada!

Apesar das diversas teorias diferentes sobre o assunto, atualmente ainda não se sabe quais foram as origens das inscrições nas pedras. Há suposições que afirmam que os símbolos são de autoria da civilização fenícia ou de índios que habitavam a região. O fato também despertou interesse dos ufologistas que acreditam que os sinais são obras de seres extraterrestres.

Ainda não se sabe qual será a linha de pensamento seguida pelo autor para produzir a sua história, mas é inegável que há bastante material e mistérios para ser explorado a respeito do assunto.

Piteco Ingá tem data de lançamento para Novembro de 2013, no 8º FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte), onde serão anunciados também os próximos volumes da Graphic MSP.

Abaixo o teaser que foi divulgado em 2011 e que parece prometer uma aventura bem interessante! ;)

Piteco Ingá - Graphic Novel



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