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SerieTrueDetective-ColorindoNuvensAcho tão bom quando encontro uma série que me empolga. Geralmente eu não consigo me interessar tão facilmente pelas centenas de séries atuais, nem mesmo por alguns grandes sucessos de critica.

Talvez seja criteriosa demais e comece a ver pequenos defeitos que me incomodam e não me instigam a continuar até o final, mas com True Detective foi diferente e me interessei do começo ao fim, por diversos motivos.

Protagonizada por Martin (Woody Harrelson) e Rust (Matthew McConaughey), dois policiais que investigam um caso de caráter ritualístico no interior de Louisiana, a série se passa em dois momentos diferentes. Parte dela ocorre nos anos 2000 quando os policiais são intimados a prestar depoimento sobre o caso já encerrado. Já a outra parte passa-se nos anos 90 no período da investigação, cenas que quase sempre começam ou terminam com a narração de um dos protagonistas durante os depoimentos.

Isso, particularmente, torna a série ainda mais interessante já que é visível as mudanças físicas e psicológicas nos personagens. Martin desistiu da carreira na policia e se acomodou como investigador pessoal, já Rust demonstra fisicamente que a vida nesses anos se mostrou extremamente ingrata.

SerieTrueDetective-ColorindoNuvensAlguns episódios são mais parados e focados na investigação. Há também grande destaque na interação entre os policiais, Martin e Rust são bem diferentes entre si, e formam aquela dupla de personagem que se odeiam, mas complementam um ao outro.

As cenas de ação são menos frequentes, mas quando acontecem são de tirar o fôlego. Há também menção ao Rei de Amarelo e Carcosa, entretanto, no decorrer da trama esse assunto acabou servindo apenas como um background da história, não há um aprofundamento ou maiores explicações sobre o assunto.

Quem está à procura de uma série policial mais agitada talvez, possa sentir os episódios meio arrastados, mas eu particularmente acho legal histórias que se aprofundam no drama pessoal de seus personagens.

Rust é o retrato do vazio e isso reflete até mesmo na sua casa, sem móveis. Depois de algumas tragédias em sua vida, é até justificável essa certa descrença, mas ele é completamente desapegado a tudo e dedica-se totalmente a resolução do caso.

SerieTrueDetective-ColorindoNuvensDurante a série Matthew McConaughey rouba a cena. Achei muito legal a visão dele sobre a vida e a maneira como ele sabe filosofar. Veja só essa frase: “se alguém precisa das regras da religião para ser uma pessoa decente, então essa pessoa não vale nada.” Sim, ele veio para causar polêmica e acho isso um dos pontos mais fortes da série.

Depois de acompanhar os 8 episódios que compõem a primeira temporada, posso dizer que o capitulo final começou meio morno, acho que ai seria o momento ideal para mais ação, que ficou restrita somente as cenas finais.

As temporadas são histórias fechadas, ou seja, na segunda temporada que estreia em Junho, encontraremos uma nova trama e novos personagens.

Abaixo vocês podem ver o vídeo de abertura da série. Achei bem interessante a montagem das imagens nos rostos dos personagens principais. Sem contar que a abertura literalmente resume a história!

Vocês ai já conheciam essa série? Também gostaram? Quero muito saber a sua opinião, me conta, vai? HAHAHA Beijos!


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Por ser um dos fatos mais importante da nossa história a Segunda Guerra Mundial já foi palco para muitas produções cinematográficas. Eu particularmente gosto do assunto, embora de uns tempos para cá estivesse evitando filmes que abordasse o tema.

Fury ou Corações de Ferro, no Brasil foi uma escolha totalmente influenciada pelo meu namorado, um apaixonado pelo assunto, e foi uma decisão acertada já que a trama que tem como protagonista Brad Pitt e Logan Lerman é, sem sombra de dúvida, muito boa!

A história nos mostra a rotina dos soldados que conduziam tanques de guerra pelo campo de batalha. Eu nunca havia pensado sobre o assunto dessa maneira e sequer imaginado quais eram as condições enfrentadas pelos soldados que literalmente, davam vida a essas máquinas destruidoras.

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O filme se passa em Abril de 1945 quando a guerra já entrava em sua reta final. A aparência dos personagens representa bem à exaustão de um grupo de soldados que já havia passado por todos os horrores da guerra, a única exceção é Norman (Logan Lerman), o jovem treinado para ser escrivão, mas que, literalmente, é jogado no campo de batalha.

Eu me identifiquei com o seu choque e ingenuidade. Norman precisa abandonar ou pelo menos minimizar o seu lado religioso e correto para encarar a realidade brutal onde não há escolha, somente matar ou morrer.

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Na sua fase de adaptação presenciamos diálogos intensos e cenas fortes, na qual, Brad Pitty como o sargento Wardaddy destaca-se como o comandante do grupo. Suas ações podem até parecer impiedosas inicialmente, mas é essencial ao desenvolvimento de Norman durante as batalhas.

Também não há do que reclamar das cenas de ação. O diretor que também foi responsável pelo roteiro conseguiu equilibrar muito bem o desenvolvimento dos personagens e o da guerra. A fotografia é excelente e o predomínio de tons acinzentados foi uma decisão acertada!

Grande parte das cenas ocorre no interior do tanque “Fury”, que dá nome ao filme em seu título original. No confinamento conflitos acontecem frequentemente e os integrantes da equipe, personagens bem estereotipados, desempenham bem cada qual o seu papel.

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No meio de tanto sangue e morte David Ayer também encontrou espaço para o amor. Apesar de bem intencionada o que rende uma cena de diálogo tenso a lá Bastardos Inglórios, a passagem ocorre de maneira rápida e o seu desfecho um tanto exagerado.

Fury talvez não consiga se tornar um grande clássico, mas tem bastante potencial. Eu gostei e recomendo! E vocês? O que acharam? Me contem a sua opinião!


GrandeHotelBudapeste-ColorindoNuvens

E hoje teremos mais um post sobre filme aqui no blog! Nos últimos dias estive inspirada para assistir aos filmes que todo mundo estava comentando por conta do Oscar e nada melhor do que conferir e tirar as nossas próprias conclusões, não é mesmo?

Para quem não se lembra já falei de Birdman, que foi premiado como “Melhor Filme” no Oscar 2015, do monótono, mas simpático Boyhood e agora chegou a vez de O Grande Hotel Budapeste!

A produção é super bonitinha devido aos cenários e a maneira com que a história é contada. As atuações são bem teatrais e um pouco caricaturadas, mas isso não compromete a qualidade do longa, muito pelo contrário, traz personalidade e dá um charme para a trama.

GrandeHotelBudapeste-ColorindoNuvensMonsieur Gustave (Ralph Fiennes)

O Grande Hotel Budapeste trata-se basicamente, de uma história dentro de outra e ocorre em três momentos diferentes, pode até parecer confuso, mas no final tudo se encaixa perfeitamente.

Nas primeiras cenas vemos uma garota portando um livro e observando um busto do autor da obra, provavelmente já falecido. A partir de então, somos levados até o autor em sua velhice, quando este, decide contar a história do Grande Hotel Budapeste.

A trama dá um salto ainda mais fundo e vamos parar em 1932 quando o autor ainda jovem, (interpretado por Jude Law) hospedou-se no Hotel já em decadência e conheceu Zero Moustafa (F. Murray Abraham), o atual dono da construção. Mais uma vez, viajamos no tempo. Vamos parar na época mais gloriosa do Hotel, e é justamente ai que reside a trama principal da história.

GrandeHotelBudapeste-ColorindoNuvensMadame D (Tilda Swinton) amparada por Gustave

Encontramos Zero (Tony Revolori) ainda muito jovem quando o garoto recebeu a oportunidade de trabalhar como ajudante do concierge Monsieur Gustave (Ralph Fiennes) e aos poucos vamos entendendo quais foram os fatos decisivos que o levaram a se tornar o proprietário do Grande Hotel Budapeste.

A parceria dos personagens tem início quando o galanteador Monsieur Gustave herda uma valiosíssima obra de arte. O fato desperta a atenção e o desagrado da família da viúva e a partir de então, Gustave e Zero passam por situações inusitadas cheias de ação, romance e vilanias.

GrandeHotelBudapeste-ColorindoNuvensZero e Agatha (Saoirse Ronan)

Todas as cenas são muito bem elaboradas, o visual é admirável e eu particularmente gostei muito da paleta de cor do filme. Ralph Fiennes está ótimo em seu papel e é incrível observar como o personagem mantém toda a sua classe e refinamento mesmo diante de um mundo cada vez mais violento e grotesco.

A história progride de maneira bem dinâmica mas, quando a trama chegou ao fim fiquei com aquela sensação de “ahh, mas já acabou?”. Acho que a história tinha potencial para mais algumas reviravoltas!

Vocês também já assistiram essa produção? Também gostaram? Me conte o que achou nos comentários!


Bidman-ColorindoNuvens

O feriado de carnaval foi bem proveitoso. Reservei um tempo para sair, mas não me incomodei nem um pouco em ficar em casa aproveitando para fazer coisinhas legais como jogar Minecraft, dar continuidade as minhas leituras, assistir a séries e também a filmes!

Com a proximidade do Oscar e com as diversas críticas positivas a Birdman, essa foi a minha escolha para o final de semana! A produção de Alejandro González Iñarritu impressiona em diversos detalhes, é um filme diferente e extremamente fluido e dinâmico!

O seu protagonista é Riggan Thomson (Michael Keaton) um ator que busca recuperar o prestígio de sua carreira através de uma peça de teatro da Broadway. Porém, as vésperas da estreia uma série de fatores começam a atrapalhar a continuidade da produção, inclusive uma substituição inesperada de um de seus principais atores o que abre espaço para o talentoso, mas extremamente temperamental Mike Shiner (Edward Norton), que poderá atrair a atenção para a peça ou arruiná-la por completo.

Birdman-ColorindoNuvens01A Tentação de Birdman 

Riggan está passando por um momento decisivo em sua carreira, depois de estrelar o super herói Birdman em 1992, não conseguiu realizar nada realmente relevante e foi esquecido pela mídia. Eternizado no papel do Homem Pássaro, tornou-se uma pessoa instável, que lançou-se numa busca desesperada pelo verdadeiro reconhecimento, mas que mesmo empenhando todos os seus esforços continua atormentado pelos fantasmas do passado.

E não é só a sua vida profissional que carece de cuidados. Encontramos muitos conflitos em sua vida pessoal. Um exemplo é o relacionamento distante com sua filha Sam  (Emma Stone) recém saída da habilitação e prestes a ter uma recaída e seu casamento fracassado.

A trama se desenvolve basicamente nos bastidores do teatro e os cortes de câmera realizados são imperceptíveis. A sensação é que estamos navegando pelos corredores da Broadway num ritmo contínuo o que traz muita fluidez para a história.

Birdman-ColorindoNuvens01Riggan e sua filha Sam

Birdman foca bastante no psicológico. Riggan é o principal responsável por pressionar a si próprio, apostando todas as suas fichas na peça mas, ignorando completamente os meios de comunicação atuais que poderia ajudá-lo a alcançar novamente o estrelato.

A maior sensação deixada por Birdman é a eterna busca por satisfação e reconhecimento. De alguma maneira isso é completamente aplicável a vida de qualquer um. Sempre estamos buscando ser reconhecidos no nosso trabalho, valorizados pelas pessoas que gostamos e até mesmo, nos destacarmos dos demais em algum aspecto, mas até quando isso é realmente válido? Esses fatores irão preencher o vazio que sentimos ou será apenas uma maneira de maquiar a eterna insatisfação humana?

Birdman-ColorindoNuvens01Os conflitos entre Mike e Riggan

Birdman deixa margem para diversas interpretações e apesar de transmitir essa mensagem interessante ainda assim, não consegui me envolver profundamente com o drama vivido pelo protagonista.

O mais divertido é a similaridade com a realidade. O roteiro brinca bastante com as questões pessoais de seus atores Riggan é praticamente a versão fictícia de Michael Keaton que deu vida ao Batman em 1992 e após isso sua carreia andou em baixa. O mesmo ocorre com Edward Norton (Mike Shiner), que está ótimo no filme fazendo uma versão cinematográfica de si mesmo.

Por esses e outros fatores vale a pena conferir o filme e mesmo não o achando extraordinário como muitos dizem, acho que merece o Oscar na categoria de melhor filme!

E vocês o que acharam de Birdman? Já assitiram? Me contem nos comentários!


boyhood-ColorindoNuvens

Após as muitas indicações ao Oscar, inclusive como melhor filme e roteiro original e a informação de que a história foi filmada em 39 dias ao longo de 12 anos, Boyhood me despertou muita curiosidade por ser no mínimo, diferente das produções que costumamos encontrar.

Esse é o filme mais realista que já assisti, um simples relato da vida real onde coisas incríveis podem não acontecer, mas há desafios diários que todos nós, pessoas comuns, precisamos enfrentar.

BoyhoodDaInfanciaJuventude-ColorindoNuvensMason Jr. e seu pai

Richard Linklater, o diretor do longa se propôs a acompanhar a vida de Mason Jr. (Interpretado por Ellar Coltrane) durante 12 anos, da sua infância ao momento em que ingressou na faculdade.

A trama começa com Mason aos 6 anos de idade, o ano era 2002, e o garoto e sua irmã já enfrentavam os conflitos da convivência familiar e o processo de separação dos pais.

Boyhood, no entanto, não é um filme focado apenas em seu protagonista, percebemos a evolução das pessoas de seu núcleo familiar.

boyhood-ColorindoNuvensMason sua irmã Samantha e Olívia, a mãe das crianças

Enquanto Patricia Arquette, atuando como Olívia a mãe das crianças, precisa se recuperar de alguns relacionamentos conturbados Ethan Hawke, que dá vida ao pai, passa por um amadurecimento tardio. As atitudes de ambos acabam por influenciar na vida dos filhos, até que estes, estejam preparados para seguir seu próprio rumo ao chegar á idade adulta.

Todos os atores estão bem confortáveis em seus papeis, inclusive Lorelei Linklater, filha do diretor, que apesar de destoar com os demais integrantes da família, no que diz respeito às características físicas, traz para trama conflitos bem interessantes do relacionamento entre irmãos.

BoyhoodDaInfanciaJuventude-ColorindoNuvensMason prestes a cursar faculdade

Os fatos nos são apresentados em ordem cronológica e em meio aos lapsos de tempo, percebemos as mudanças físicas e psicológicas que ocorrem nos personagens e os conflitos e conquistas que pontuam cada fase de suas vidas.

Sem grandes reviravoltas, sem grandes emoções, Boyhood retrata a vida como ela é. Em diversos momentos senti falta de um clímax, de algo mais intenso, mas o filme permaneceu do início ao fim com os pés bem firmes na realidade.

Vocês já assistiram? Acham que Boyhood sairá vencedor no Oscar? Deixe a sua opinião nos comentários!


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Há alguns dias assisti O Abutre, filme que traz Jake Gyllenhaal (protagonista de Donnie Darko) numa atuação surpreendente! É justamente esse o aspecto mais interessante do filme, ficamos com os olhos pregados na tela esperando a próxima atitude perturbada de Louis Bloom (Jake Gyllenhaal) uma figura que desperta a nossa curiosidade quase que imediatamente.

Lou vive uma vida simples. Tirando o seu sustento realizando pequenos delitos, como roubar fios de cercas para vender, certa noite, presencia uma equipe de fotógrafos freelancers atuando durante um acidente de carro.

Ao observar atentamente o trabalho da imprensa, o protagonista não demora a enxergar uma oportunidade de carreira e investe seus esforços para comprar alguns equipamentos que o permita registrar algumas tragédias seguindo a frequência de rádio da polícia.

OAbutre-ColorindoNuvensJake Gyllenhaal na pele de Louis Bloom

Inicialmente amador, Lou logo começa a obter seus primeiros resultados que se dá principalmente, por meio da observação de seus concorrentes e da disposição de seguir o rastro de qualquer tragédia em busca de materiais que sejam cada vez mais valorizados pela equipe de jornalismo de um tele jornal sensacionalista.

Em busca do melhor ângulo, da melhor filmagem, Lou não demostra o mínimo incômodo ao registrar cenas chocantes, de acidentes ou outros crimes violentos, dando prioridade as características que mais “agradam o público americano”, como as “vítimas ricas e brancas de bairros mais nobres, feridas por pobres, negros e outras minorias”.

O melhor acerto do filme é explorar as características sádicas de seu protagonista e conforme conhecemos cada vez mais as suas peculiaridades, menos simpatia sentimos por ele e passamos a torcer contra o seu sucesso.

OAbutre-ColorindoNuvensLou durante a realização das filmagens

Ao mostrar os bastidores da profissão, o filme faz boa crítica aos jornais sensacionalistas que oferecem um verdadeiro banquete de atrocidades ao seu público. Eu nunca consegui tolerar esse tipo de jornalismo e para mim é difícil entender o que levam as pessoas a se interessarem tão fortemente pela desgraça alheia.

Abordando um assunto polêmico que discute de maneira sombria quais são os limites éticos da mídia, O abutre é uma produção interessante, a trama segue envolvente, mas, ainda assim permanece dentro da média, confesso que esperava um final mais surpreendente!

Alguém aí já assistiu? Me contem o que vocês acharam nos comentários!


VidaSecretaWalterMitty-ColorindoNuvens

Há momentos na vida em que precisamos mudar. Quando percebemos uma insatisfação geral ou uma apatia em determinado aspecto, é legal estudar o que está acontecendo e buscar uma alternativa para mudar o que mais nos incomoda.

Em fases assim, nada melhor do que buscar inspiração baseada na conduta de outras pessoas, sejam elas reais ou apenas protagonistas de alguma obra fictícia. É ai que entra Walter Mitty, um personagem que nos convence a apreciar mais a vida ao vivo do que através das fotografias alheias.

Trabalhando por anos a fio como gerente do departamento de negativos da revista Time, Walter Mitty (Ben Stiller) é uma figura apagada, pouco atrativa e só desperta a curiosidade das pessoas a sua volta, devido as suas esquisitices e seus constantes apagões que o leva para uma realidade alternativa, onde sonha realizar grandes feitos e vive as mais improváveis e épicas aventuras.

VidaSecretaWalterMitty-ColorindoNuvensBen Stiller como Walter Mitty

Seu estado de inércia começa a se alterar quando a Time anuncia oficialmente o fim das revistas impressas, sendo restrita somente ao meio digital o que consequentemente, extinguiria o seu cargo na organização.

Aqui fica claro a critica ao mundo corporativo e as grandes organizações. Walter Mitty é descartado como uma peça sem valor, mas é durante a sua última tarefa pela empresa que o pouco que sobrou de sua personalidade aventureira e rebelde ressurge após anos de trabalho sem perspectiva e com pouco reconhecimento.

Walter sai em busca do misterioso negativo 25, foto enviada por Sean o’Connell (Sean Pean) para estampar a última edição da revista. Nesse processo recebe a ajuda de Cheryl Melhoff (Kristen Wiig) sua colega de trabalho a qual nutre um amor secreto incapaz de expressar-se até mesmo através de um site de relacionamentos.

Após esse ato súbito de coragem que o leva a sair no rastro do fotógrafo responsável pela imagem, Walter se depara com as situações mais inusitadas possíveis, sempre cercado por uma natureza exuberante, como aquelas que ele passou anos apreciando pelas lentes de Sean o’Connell.

VidaSecretaWalterMitty-ColorindoNuvensWalter durante a sua aventura a procura de Sean o’Connell

Acompanhamos todo o processo de reencontro de Walter Mitty com o seu verdadeiro eu e é praticamente impossível não analisarmos a nossa própria postura e nos perguntarmos se o que somos agora é o reflexo de nossa essência interna ou fomos apagados pouco a pouco para nos adequarmos a realidade que nos cerca.

Apesar dessa premissa interessante de autodescoberta, o filme possui alguns pontos falhos que não me permitiram ficar totalmente absorta e envolvida com sua história. Seu maior deslize é justamente a velocidade com que tudo se desenvolve.

Não temos tempo satisfatório para criar um laço mais forte com o Walter sem perspectiva do inicio da história e a sua transição para uma vida mais agitada não ocorre naturalmente e dessa forma, o espectador não tem tempo de se adaptar a nova realidade do filme que adquire a partir dai, mais humor e aventura, do que o drama prometido inicialmente.

Apesar dessa característica mais genérica, acho válido conferir essa história, principalmente se o seu momento atual não for os dos melhores e a sua vida literalmente, precisa de Upgrade! E vocês? Compartilham a minha opinião ou interpretaram de maneira diferente? Acho que esse filme dá abertura a esse tipo de discussão, o que é um aspecto bem interessante.


MazeRunner-colorindoNuvens

O verão 2015 está insuportavelmente quente! E em dias assim prefiro ficar em casa onde tenho sempre a mão um copo de água bem geladinha e ainda posso me refrescar um pouco com a ajuda do ventilador que eu escravizo (pobre Britânia), deixando-o ligado o tempo todo.

Em situações como essa assistir a um filme ao lado de boa companhia é simplesmente, uma opção irresistível e o título escolhido da vez foi The Maze Runner, mais uma adaptação de livros infanto-juvenis.

Não posso negar que inicialmente lancei um olhar de desconfiança sobre a trama. Já comentei aqui no blog que a franquia de Jogos Vorazes não me convence nem um pouco e justamente por isso, estava com o famoso “pé atrás”.

Na história vários adolescentes foram colocados em uma clareira cercada por gigantescos muros. Do outro lado encontra-se um labirinto repleto de perigos e habitado pelas criaturas monstruosas apelidadas de Verdugos.

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As coisas começam a mudar quando o protagonista Thomas (Dylan O’Brien) é enviado à clareira. Praticamente sem memórias anteriores como os outros garotos é ele quem começa a questionar e quebrar algumas regras de uma espécie de sociedade criada pelos meninos visando garantir unicamente a sobrevivência do grupo.

Os momentos iniciais da trama e grande parte de seu desenvolvimento são repletos de mistérios. Os personagens levantam questionamentos, sem respostas, e isso funciona muito bem, prende a nossa atenção e nos faz entrar no “modo investigativo”, no qual, prestamos atenção a cada detalhe para tentar encontrar uma razão lógica para tudo aquilo.

O relacionamento entre os personagens são bem construídos e suas personalidades bem definidas. E nesse grupo diversificado, Thomaz ocupa claramente o papel do herói, capaz de influenciar os demais a arriscar-se a descobrir o que de fato há lá fora e quem os colocou ali.

Já nos seus primeiros dias no labirinto Thomaz consegue, não sem dificuldade, o título de corredor, garotos que exploram o labirinto de dia tentando memorizar seus caminhos, antes que se alterem durante a noite. É a partir dai que eles enxergam uma esperança para ir além dos limites já explorados, encontrar um padrão e seguir em frente.

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Para completar, a única garota do grupo é enviada a clareia, Teresa (Kaya Scodelario) traz consigo mais mistério num bilhete que diz que ela será a última. Sua introdução poderia dar abertura a possíveis romances de última hora, mas pelo menos nesse primeiro filme, não houve espaço para isso o que me agradou imensamente já que acharia bem desnecessário.

Tudo funcionava perfeitamente, como quando seguimos a risca uma receita de bolo. Porém, é justamente nos momentos finais que recebemos um banho de água fria e as revelações funcionam muito mais como um anticlímax.

The Maze Runner não é um filme ruim. As cenas de ação são bem elaboradas e as relações humanas também não deixam a desejar, entretanto, o grande brilho do filme são os mistérios que quando revelados nos deixa uma sensação de vazio e uma desconfiança tremenda do que virá pela frente.

Apesar desse ponto negativo, acho que o balanço final ainda assim, é positivo. Vocês compartilham dessa mesma opinião? Deixe um comentário dizendo o que achou! É sempre bom ouvi-lo!


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Em um longínquo domingo fui ao cinema assistir A Batalha dos Cinco Exércitos, filme que conclui a trilogia do Hobbit. Dessa vez, as minhas expectativas estavam bem baixas, apenas gostaria de saber como a história iria terminar, já que a meu ver, pouco conteúdo sobrou para a terceira etapa dessa aventura.

A minha maior curiosidade era justamente entender como Peter Jackson conseguiria encontrar uma maneira inteligente de amarrar todas as pontas soltas do enredo. O fato da jornada de Bilbo e da comitiva de anões ter se tornado uma trilogia nunca me incomodou. O livro de Tolkien, ao qual a história se baseia, tem uma escrita simples de aspecto infantil e para torná-la um blockbuster seria necessário algo a mais.

Inicialmente achei bem interessante tentar inserir outros personagens do vasto universo criado por Tolkien e a escolha de três filmes seria justificada (tirando o interesse financeiro) se houvesse história suficiente para as três produções, mas infelizmente cheguei a triste conclusão de que essa ideia era extremamente equivocada.

VamosAoCinema-Hobbit3-ColorindoNuvensBilbo, Gandalf e os anões

O Hobbit – A Batalha dos Cinco Exércitos foi uma conclusão decepcionante, de uma sequência de filmes que me agradaram muito. A frustração que sinto no momento, no entanto, não é capaz de ofuscar o brilho de O Hobbit – Uma Jornada Inesperada e O Hobbit – A desolação de Smaug, filmes que entraram para lista dos meus favoritos!

A terceira e última etapa dessa jornada iniciou-se com cenas de ação muito boas, nas quais, Smaug mostra a sua fúria derramando as suas chamas sobre a cidade do lago. Pela rapidez com que tudo se conclui, a meu ver, esse desfecho se tornaria muito mais impactante se tivesse sido exibido no final de A desolação de Smaug, mas esse nem de perto, foi um dos maiores furos da produção.

VamosAoCinema-Hobbit3-ColorindoNuvensO exército de elfos liderados por Thranduil

Como o próprio nome diz, o foco principal do filme foi a batalha dos cinco exércitos. Por um lado tínhamos Bard (Luke Evans) e os homens da cidade do lago se dirigindo até a montanha em busca de recursos para reconstruir as suas casas. Thranduil (Lee Pace) e os elfos da floresta buscando recuperar as antigas joias de seu povo, Dain (John Bell) e seus 500 Anões indo em auxilio a Thorin (Richard Armitage) e o exército de Orcs e Wargs liderados separadamente por Azog (Manu Bennett) e Bolg (John Tui).

Thorin, passa a maior parte do tempo mergulhado na sua obsessão dourada, sucumbindo a loucura de ter todo o ouro da montanha só para si, nem que para isso precisasse desencadear uma guerra. Já o pobre Bilbo (Martin Freeman), responsável por uma das ações mais importantes dessa história, fica completamente esquecido, praticamente perdendo o seu posto como protagonista. Gandalf (Ian McKellen) também é acometido desse mesmo mal, e depois de estar fragilizado pela rápida batalha com o Sauron, nem aparenta ser a sombra do grande Mago que sempre fora.

As ações heroicas, no entanto, ficam por conta do jovem Legolas (Orlando Bloom) capaz de realizar as maiores estripulias acrobáticas em cenas que chegam a causar risos pelo seu exagero e forçação de barra. Nada simplesmente convence, ou é feito de maneira exagerada demais, ou jogado de qualquer jeito na história, como quando alguém quer se livrar de algo a qualquer custo e o mais rápido que puder.

VamosAoCinema-Hobbit3-ColorindoNuvensO exército de Orc liderados por Azog

A trama perde o ritmo em diversos momentos, ora por dar importância injustificada a personagens completamente descartáveis, como o caso de Alfrid (Ryan Gage), responsável pela tentativa fracassada de inserir cenas de humor. Ou pelos 50 longos minutos de batalhas incessantes que exagera em inserir até mesmo, vermes gigantes que seriam capazes de acabar com toda a guerra em poucos instantes mas que pouco acrescentam a luta.

Há quem tenha adorado o filme, mas para mim, esse foi sem dúvida, o mais fraco dos três. É estranho a gente ficar meio triste por algo que, tecnicamente, não vai mudar em nada a nossa vida mas é inevitável não se decepcionar quando sabemos que a história poderia ter potencial para se tornar boa!

Espero ter apresentado todos os argumentos que justifiquem a minha opinião. E vocês? O que acharam? Tem alguma dica a dar para o Peter Jackson? Rs


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Desde Day and Night e La Luna me tornei uma grande admiradora de Curtas-metragens animados! Eu já comentei aqui no blog que em muitas animações, estou mais interessada em acompanhar o curta do que o filme propriamente dito, mas com Feast foi um pouco diferente já que as minhas expectativas também estavam altas com relação à Operação Big Hero!

A dupla (filme + curta) vale cada centavo do seu ingresso. Se em Operação Big Hero presenciamos o laço forte de amizade entre Hiro e Baymax. Em Feast – O Banquete somos inseridos na vida do cãozinho Winston e de seu dono.

BanqueteDisney-ColorindoNuvensWinston, o cãozinho!

Toda a história, como o próprio nome já sugere, é contada por meio das deliciosas refeições compartilhadas entre o recém adotado cãozinho da raça Boston Terrier  e seu jovem dono. Por meio dos alimentos que chegam ao seu prato, ou que acidentalmente caem da mesa, interpretamos as mudanças que ocorrem na vida dos personagens.

Além de uma história simples e emocionante, outro destaque é o visual da animação que se equipara em qualidade com O Avião de Papel (Paperman). Esse fato, porém, não é mera coincidência já que Feast foi dirigido por Patrick Osborne, que atuou como chefe de animação em  Paperman.

OBanquete-Disney-ColorindoNuvensO banquete!

O mais interessante é notar que uma premissa tão simples pode se tornar uma obra tão delicada e envolvente! E vocês o que acharam? Também saíram apaixonados do cinema?