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Halloween-Jack-O-Lantern

Nesse final de semana de Halloween vamos aproveitar para conhecer um dos principais símbolos dessa festa? O Jack Lanterna!

Aqui no Brasil a comemoração não é tão difundida e ainda há muito preconceito com relação ao assunto. Pelo contexto histórico é comprovado que o cristianismo é o principal causador da “demonização” do evento por se tratar de um festejo pagão.

As abóboras luminosas fazem parte do folclore norte-americano e trata-se na verdade, de uma adaptação de uma antiga lenda Irlandesa que foi incorporada ao All Hallows Even ou véspera do Dia de todos os Santos.

Reza a lenda que no dia 31 de outubro, Jack um homem alcoólatra e mesquinho, bebeu mais do que deveria e o diabo veio buscar a sua alma para levá-la para as profundezas do inferno. Só que ao conceder-lhe seu último copo de bebida o coisa ruim teve de transformar-se em uma moeda e esperto, Jack o prendeu em seu bolso no qual havia gravado uma cruz. Encurralado o capeta teve que aceitar o trato proposto por seu captor, dando-lhe mais uma ano de vida até que pudesse voltar e recolher a sua alma.

jack lanterna lenda

Diante da segunda chance que lhe foi dada, Jack resolveu se redimir de seus mal feitos. A partir de então abandona o seu vício pelo álcool e passa a ser bom e justo com a família. A mudança, no entanto, não dura muito tempo e na data marcada do ano seguinte, o Diabo volta outra vez, reclamando o que é seu por direito.

Mais uma vez, Jack banca o espertalhão e convence o Diabo a pegar uma maçã numa árvore, é aí que aproveita a oportunidade de captura-lo desenhando uma cruz em seu tronco e ordenando que o Diabo o deixe em paz para sempre!

Porém, as coisas não andavam realmente boas para Jack e em apenas um ano, sua vida chega ao fim. Depois de sua questionável conduta aqui na Terra, o personagem é rejeitado no céu e por ter humilhado o Diabo tantas vezes, também não consegue passagem para o inferno. Condenado a vagar pelo limbo por toda eternidade, Jack coloca um brasa dentro de um Nabo para que a pequena chama possa iluminar o seu caminho conforme perambula por ai.

Quando essa história chegou aos Estados Unidos difundida pelos imigrantes irlandeses, o nabo foi substituído por abóboras já que esse, era um vegetal mais abundante na região e a partir de então, as pessoas passaram a colocar esse tipo de lanterna em suas portas para afugentar Jack e outros espíritos malignos da noite de Halloween!

Influenciada pelos filmes Hollywoodianos ou não, eu gosto do dia das bruxas e realmente acho que seria divertido ver casas enfeitadas e crianças fantasiadas pelas ruas pedindo doces ou travessuras, é claro, se esse tipo de coisa funcionasse aqui no Brasil.


Banner-Bidu

Hoje trago para vocês mais um post sobre a turma da Mônica e o personagem escolhido para conhecermos um pouquinho mais de sua história é o Bidu! É bem legal pesquisar sobre um assunto em específico, reunir e filtrar todas as informações encontradas e compartilhar com vocês aqui no blog.

Acho o momento mais do que especial para falar do cãozinho azul criado pelo Maurício de Sousa afinal, a Graphic Novel Bidu – Caminhos de Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho foi lançada recentemente e tem como foco principal a origem da amizade entre o cãozinho e o Franjinha.

O personagem é considerado o primeiro integrante da Turma da Mônica e foi inspirado no cachorrinho da raça Schnauzer que o autor teve na sua infância, já o Franjinha trazia traços da personalidade de seu criador e também de um sobrinho de Maurício, a partir de então diversos outros personagens foram criados inspirados em alguém de sua convivência.

Evolução biduA evolução do personagem Bidu

Nas tirinhas iniciais, que eram publicadas semanalmente, os personagens ainda não possuíam a personalidade que conhecemos e nem mesmo, nomes. Foi só um ano depois de sua estreia, quando as publicações passaram a ser diárias que houve a “eleição” para o nome do personagem.

Muitos nomes esquisitos e engraçados foram sugeridos, até que um deles pegou: “Bidu”, essa expressão era na época muito utilizada para indicar esperto, sabichão. Já com o Franjinha o nome surgiu justamente pelo fato do personagem possuir franjinhas de nanquim em formato de pequenas gotas.

A dupla agora “Bidu e Franjinha” permaneceu em preto e branco por bastante tempo ainda. Na época os jornais não possuíam cores e os personagens foram adquirindo a forma com que conhecemos hoje e ganhando suas cores características apenas 1963 na Folhinha de São Paulo.

Como vocês podem observar nas imagens do post, a evolução do personagem foi acontecendo gradativamente. Abaixo a comparação da capa do primeiro exemplar da revistinha do Bidu e o Encadernado Bidu 50 anos lançado em 2009.

Capas bidu
Atualmente, encontramos o Bidu vivendo grandes aventuras e fábulas ao lado de sua própria turminha. O engraçado é que o personagem na maioria das vezes sabe que está dentro de um gibi e faz o possível para criar histórias de sucesso que quase sempre não dão certo e ele recebe as inevitáveis cartas de reclamações de seus fãs.

Espero que tenham gostado do post, em breve mais novidades sobre a história de outros personagens de quadrinhos famosos aqui no blog!


Horácio turma da mônica

Em um dos primeiros posts do blog eu compartilhei com vocês que eu praticamente aprendi a ler com o incentivo dos gibis da turma da Mônica. Ainda guardo com bastante carinho e um pouco de nostalgia vários gibis adquiridos ao longo de alguns anos, a coleção não é grande, mas tem bastante significado para mim. Lembro que a cada visita ao médico (sim, eu fui muitas vezes ao médico naquela época) a parte mais legal era passar nas bancas para comprar um ou dois gibis e vir ao menos folheando a revistinha no ônibus até chegar em casa.

Nesse post irei falar da história do Horácio, um dos personagens mais importantes de Mauricio de Sousa mas que, a meu ver, não é muito popular.

Apesar de não parecer ele é um Tiranossauro que insiste em se alimentar apenas de folhas. Seus monólogos são bastante reflexivos e levantam diversos questionamentos sobre a vida.

Tirinha Horácio

Justamente por possuir essa característica Horácio é o único personagem da Turma da Mônica que ainda é realizado somente pelo Mauricio. O autor se diz incapaz de transferir esse trabalho a outros editores já que a visão de mundo do Horácio é altamente atrelada ao seu ponto de vista, ou seja, ninguém mais poderia transmitir a essência dos pensamentos do personagem senão ele próprio. Algumas histórias são alvos de polêmica na internet, como é o caso da tirinha abaixo, somente a imagem já esclarece o motivo, rs!

horacio tirinha

Considerado por muitos o alter ego do artista, Horácio surgiu como coadjuvante da história do Piteco em 1960. Naquela época ele não possuía personalidade propriamente dita, apenas seguia o seu dono para todos os lados e agia basicamente como um fiel cachorrinho. Em 1963 Horácio ganhou o seu merecido destaque e suas tirinhas passaram a ser publicadas todos os domingos na Folhinha de S.Paulo.

Com o passar dos anos as histórias estreladas pelo personagem passaram a ficar mais complexas e filosóficas, além discursar sobre o sentido da vida, diversos outros dinossauros foram acrescentados a sua convivência, como o Alfredo que o carrega para lá e para cá, a Lucinda e a Simone que visivelmente tem uma forte queda pelo dinossaurinho e o Tecodonte, Brontossauro e Estego, seus amigos e companheiros em diversas histórias.

personagens horácio

Em 2013 a Panini Books lançou um coletânea de histórias do personagem lançadas entre os anos de 1963 e 1965 que mostra claramente a evolução do teor de suas aventuras e do traço do Mauricio de Sousa. Achei bem legal esse encadernado quando o descobri e confesso que fiquei tentada a comprá-lo algum dia. Espero que tenham gostado de conhecer um pouquinho mais sobre a história desse clássico personagem dos quadrinhos brasileiros! 🙂


Turma da Mônica

Ao longo de todos esses anos de existência a turminha de Mauricio de Sousa passou por diversas modificações. Alguns dos personagens bem famosos como a própria Mônica eram inicialmente coadjuvantes em outras histórias e foram adaptados em traços e personalidade para ganharem suas histórias próprias onde eles seriam o grande destaque.

Trabalhando com uma rotina pesada de ter que manter três tiras diárias na Folha, Mauricio de Sousa tinha que dar conta do processo de produção sozinho, que incluía desde a criação de um roteiro, os desenhos e a árdua tarefa de utilizar tinta e nanquim em personagens, cenários e balões até chegar ao processo final de limpeza, onde a borracha trabalhava incansavelmente.

Os primeiros personagens a ser criado pelo autor, foi Franjinha e seu cachorrinho de estimação, Bidu. Com muito mais detalhes que os personagens que surgiriam posteriormente, portando sapatinhos, meias e até franjinhas em Nanquim, foi na história da dupla que nasceu o Cebolinha também agraciado com o detalhamento que foi abandonado em criações posteriores.

O motivo para tal era que a rotina de Mauricio de Sousa crescia e o tempo ficava cada vez mais escasso então a simplificação dos personagens fazia-se necessária. Os cabelos foram ficando mais simples, as roupas tornaram-se mais básicas e os sapatinhos sumiram, essa é a explicação para que alguns personagens como a Monica, Magali e Cascão andarem descalços e não terem nem ao menos dedinhos. Já Chico Bento personagem que surgiu em paralelo sendo uma publicação de um jornal chamado Diário da Noite, já havia se consolidado possuindo dedinhos que não poderiam simplesmente ser modificados.

Os traços em geral ficaram bem diferentes, a turminha já passou pela fase magricela, rechonchuda e angulosa, até chegarem aos adoráveis traços que tanto conhecemos. Claro que com o sucesso e visibilidade que conquistou com seu trabalho, Mauricio de Sousa passou a ter uma equipe própria para ajudá-lo na produção de suas histórias possibilitando a criação de personagens muito mais trabalhados com diversos detalhes, porém a mudança dos traços dos personagens que se consagraram com uma aparência mais simples seria no mínimo bem estranha, então se decidiu por preservar suas características clássicas.

As imagens abaixo caracterizam bem a evolução dos personagens. A Mônica surgiu inicialmente como a irmã mais velha de Zé Luiz, numa tirinha do Cebolinha, onde ela era uma menina bem invocada que já andava com um coelhinho de pelúcia e possuía seus famosos dentões.

Com a necessidade de simplificar os desenhos, a personagem foi perdendo cabelo até possuir esse aspecto de cabelo em “formato de banana” e roupinha mais básica. Já o Chico Bento antes com um aspecto bem mais adulto era na verdade um mero coadjuvante das histórias dos personagens que hoje seriam Zé da Roça e Hiro, atualmente personagens secundários no Almanaque do Chico Bento. Essa inversão de papéis deu-se devido ao carisma do jeito caipira de Chico Bento que acabou por conquistar muita visibilidade.

Personagens Turma da Mônica

O aspecto do Cebolinha já lembrava bastante o que ele é atualmente, exceto é claro pela quantidade de cabelo que foi rareando com o passar de suas versões. Já a Magali e o cascão que surgiram para contracenar com a Mônica e o Cebolinha já nasceram com seus traços psicológicos bem definidos, a primeira super gulosa e o outro, sujinho como sempre.

Horácio, o personagem pré-histórico da Turminha ganhou bastante destaque com o tempo. De início não passava do animal de estimação do Piteco, mas foi ganhando personalidade própria assim que Maurício de Sousa viu a oportunidade de expressar parte do que é através do personagem. É a partir dele que o autor faz diversas críticas aos costumes e expressa seus desejos muitas vezes camuflados nas fábulas de Horácio.

Personagens Turma da Mônica

Para maiores informações confira uma crônica de autoria de Mauricio de Sousa intitulada “Porque a Mônica não tem sapatos?” lá encontramos detalhes de como foi o início de carreira do quadrinista!


CasasGameofThrones-ColorindoNuvens

Quando se adapta um livro para filme ou série de TV, é inevitável que alguns detalhes sejam perdidos, ou que alguns assuntos relevantes acabem sendo abordados apenas superficialmente, e na pior das hipóteses que sejam até mesmo ignorados. É claro que as medidas tomadas para tornar essas produções dinâmicas, desagradam muitas vezes, os fãs dos livros e talvez não transmita de maneira satisfatória parte da história para aqueles que não os leram.

Além de ser um conteúdo legal para os fãs dos livros de Martin, a HBO produtora da série televisiva que contará as Crônicas de Gelo e Fogo, criou uma série de mini- contos que apresenta a história das casas mais importantes de Game of Thrones, o primeiro livro da saga, material que poderá situar melhor os telespectadores que apenas acompanham a série sem terem conferido os livros que lhe deram origem.

É evidente que à medida que a história avança, Martin apresenta muitas outras casas e famílias, porém, a história é muito intrincada o que torna interessante conhecer as casas que tiveram mais destaque nesses primeiros livros.

Abaixo encontra- se um perfil resumido das casas Stark, Targaryen, Lannister, Baratheon e Arryn, complementados pelos vídeos que fazem parte dos Extras do Box em Blu- Ray da Primeira temporada de Game of Thrones.

Stark

Stark

Bandeira: Um lobo gigante correndo num campo de gelo.
Lema: “O Inverno está chegando”
Principais Integrandes: Ned Stark sua esposa Catelyn e os filhos Robb, Sansa, Arya, Brandon, Rickon Stark e o bastardo Jon Snow.

Targaryen

Targaryen

Bandeira: Um dragão vermelho de três cabeças sobre um fundo negro.
Lema: “Fogo e Sangue”.
Principais Integrandes: Daenerys e Viserys Targaryen.

Lannister

Lannister

Bandeira: Um leão dourado em fundo carmim.
Lema: “Ouça-me rugir”.
Principais Integrandes: Tywin Lannister e seus filhos, Jaime, Cersei e Tyrion Lannister.

Baratheon

Baratheon
Bandeira: Veado coroado negro sobre fundo dourado.
Lema: “Nossa é a Fúria”.
Principais Integrandes: Robert, Renly e Stannis Baratheon.

Arryn

Arryn
Bandeira: Lua e falcão branco sobre fundo azul celeste.
Lema: “Tão alto como a Honra”.
Principais Integrandes: Jon Arryn seu filho Robert Arryn e sua esposa Lysa.

O Box da segunda temporada intitulada A Fúria dos Reis (A Clash of Kings) que se encerrou recentemente, também contará com bastante material extra incluindo 19 histórias animadas que abordará de maneira detalhada a mitologia de Westeros e Essos. O lançamento no Brasil tem data prevista para Fevereiro de 2013.


Unicórnio!!

Os unicórnios já fizeram parte de diversas culturas ao longo dos tempos. Confesso que nunca imaginei que seus mitos fossem tão antigos e sua simbologia difundida em tantos lugares do planeta.

Relatos sobre esses seres foram encontrados no Bestiário Grego chamado Physiologus, manuscritos que continham informações sobre animais e plantas e atribuíam significado místico as criaturas documentadas.

Algumas dessas lendas relatavam os Unicórnios como seres de pureza e bondade dessa forma somente donzelas puras conseguiriam domar o animal, deixando- os vulneráveis a ação dos caçadores. Outro motivo para ser comumente descrito com uma presença feminina do lado, é a representação da união do feminino e do masculino, sendo para os alquimistas a representação do hermafrodita um ser que ultrapassa a própria sexualidade

No cristianismo, a lenda foi adaptada para representar a castidade de Maria, passando a ser símbolo da encarnação do verbo de Deus.

Ao chifre dos Unicórnios são atribuídos poderes mágicos e medicinais. Segundo a lenda o chifre ofereceria proteção àquele que bebesse diretamente de um cálice feito com o chifre do animal. Na Idade Média o chifre constava no livro de remédios aprovados pela Sociedade Inglesa de Medicina, que utilizava- os em tratamento de diversas doenças além de servir como uma espécie de antídotos contra venenos.

O que explicaria o comércio de uma parte de uma ser “inexistente”, puramente mitológico, era que os comerciantes que vendiam os tais chifres a Europa, lugar onde a crença dos poderes dos Unicórnios era bastante difundida, ofereciam na verdade chifres de rinocerontes. Vale lembrar que possivelmente os chineses já utilizavam chifres de rinocerontes contra envenenamentos anos antes do nascimento de Cristo.

A imagem do Unicórnio pode ter sido inspirada em um animal pré- histórico que viveu na Terra a mais de 1 milhão de anos. O antílope possuía dois chifres frontais, que eram tão próximos um do outro que poderia dar a impressão de se tratar apenas de um.

A história do Unicórnio Chinês:

Em algumas culturas a imagem dos Unicórnio não é como normalmente conhecemos: um cavalo branco, majestoso, de pelagem branca e chifre espiral sobre sua fronte. Uma descrição diferente é dada ao Unicórnio na cultura chinesa que tem o nome Ki lin e representa boa sorte, além do equilíbrio entre o feminino e o masculino, Yin e Yang.

A lenda chinesa descreve esse ser mitológico sendo um cavalo, com o corpo coberto por escamas, cauda peluda, podendo os machos desenvolver um chifre na fronte. Defendiam aqueles que eram inocentes e puros de coração, com habilidade diferenciadas, chegando até mesmo a cuspir fogo, sendo no extremo oriente considerado uma variante do dragão.

A aparição desses seres torna- se tão difícil por que os Unicórnios só apareciam para pessoas que demonstrassem verdadeiro respeito à vida. Se vistos vivos, é sinal de boa sorte, se vê-los mortos significam um terrível mau agouro.

Os Unicórnios na Fantasia

Os Unicórnios, esses seres misteriosos com simbologia tão forte, depois de fazer parte de tantas culturas que ultrapassam milênios, vem sendo abordados de diferentes maneiras por autores de literatura fantástica. J. K. Rowling em sua obra de sucesso mundial Harry Potter, atribui propriedades mágicas a essas criaturas, e em seu livro destaca que “o sangue do Unicórnio poderia manter uma pessoa viva, mesmo quando ela está a beira da morte, mas a um preço terrível, a criatura que matar algo puro e indefeso para se salvar só terá uma semi vida amaldiçoada do momento em que o sangue lhe tocar os lábios.”

Já um dos mais famosos Unicórnios dos desenhos animados é o Uni, da Caverna do dragão (Dungeons e Dragons). A história da linhagem de Uni é conhecida do quarto episódio da série, intitulado “Vale dos Unicórnios“. A relação entre o filhote de Unicórnio e Bob uma das crianças integrante da equipe, é abordada de forma bem profunda, uma vez que frequentemente os personagens demonstravam relutância em se separar definitivamente, quando surgia o portal para voltarem ao mundo real, local onde Uni certamente não conseguiria sobreviver pela sua natureza fantástica.

Ps: Será que eu fui a única criança que achava que o Uni era um cabritinho? 😛


HistoriaLuluzinha-ColorindoNuvens Há poucos dias, ao passar em uma banca de jornal, vi a revista da Luluzinha e me lembrei dos poucos gibis que eu tenho da série, gibis herdados que chegaram as minhas mãos já bem surradinhos.

Então me perguntei, “Por que não escrever sobre a Luluzinha aqui no Colorindo?” Pesquisei sobre a história dela e aqui está o Post pra vocês conhecerem assim como eu, um pouco da origem dessa menina de cabelos cacheados!

A pequena Luluzinha já é uma anciã. A personagem completou em fevereiro deste ano, 77 anos de existência. Ela nasceu pelas mãos da americana Marjorie Henderson Buell, conhecida apenas como Marge. Marge desde cedo já mostrava o seu talento como desenhista, aos 8 anos já vendia os desenhos que fazia aos seus amigos.

Luluzinha surgiu primeiramente com a intenção de substituir um personagem criado por Carl Anderson (Henry, em O pinduca) mas o sucesso das travessuras de Luluzinha foi tão grande que suas aventuras tornaram-se um clássico no mundo das HQs.

A primeira aparição de Luluzinha ou Little Lulu foi em uma tirinha publicada em 23 de Fevereiro de 1935 no jornal de nome “The Saturday Evening Post“.

A personagem aparece jogando cascas de bananas ao invés das tradicionais pétalas de rosas no caminho dos noivos

Marge é considerada a primeira cartunista feminina a obter fama mundial. Apesar das travessuras da menina terem sido criadas baseados nas lembranças de infância da autora, Luluzinha logo se tornou uma referência ao movimento feminista da época. A personagem aparece frequentemente tendo atitudes modernas, fazendo coisas que até então eram privilégios apenas dos meninos como, por exemplo, trabalhar, se divertir com algumas brincadeiras rotulada como de meninos ou até mesmo, montar seu próprio clubinho. Quantas vezes já ouvimos a expressão Clube do Bolinha e Clube da Luluzinha?

Marge criadora da Luluzinha

Luluzinha então ganhou uma revista própria através de John Stanley e Irving Trupp, responsáveis pela criação de suas histórias mais longas. Stanley teve importante participação para tornar Luluzinha um grande sucesso. Foi ele que criou o universo das histórias que conhecemos hoje, assim como muitos personagem da série.

Logo, a marca de Luluzinha já ganhava novos produtos. A personagem passou a ser estampadas em roupas, materiais escolares, brinquedos e foi diante desse sucesso que as travessuras da menina tornou-se curtas metragens que foram exibidas nos cinemas em 26 animações produzidos pela Famous Studios para a Paramount Pictures.

As primeiras temporadas do desenho animado da turminha para televisão foram produzidos no fim da década de 1970. A última série de desenhos foi criada na década de 90 sendo durante alguns anos exibida pela TV globo (realmente não sei se ainda continua sendo transmitida ou não, talvez ainda passem alguns episódios esporadicamente)

Acredito eu, devido ao grande sucesso da Turma da Mônica jovem, em 2009 foi a vez da Luluzinha ser retratada em estilo mangá. Foi criado então a Turma Lulu- Teen que mostra os personagens em sua fase adolescente.

O gibi passou longos anos sem ser publicado, porém em Abril de 2011 recomeçam as vendas de Luluzinha pela Editora Ediouro.

Atualmente a turma da Luluzinha possui um site que contém opções de download de wallpapers, tirinhas, alguns jogos presentes nos almanaques como 7 erros, jogos de memória, caça palavras. Bom, esse conteúdo não interessa tanto o público adulto porém, pra quem tem alguma criança na família, tenho certeza que ela vai gastar algumas horinhas do tempo dela aproveitando o conteúdo do site.

Já o site dedicado a Luluzinha teen (clique aqui para acessá-lo) possui conteúdo das revistas que estarão sendo lançadas, tirinhas e algumas promoções e reportagens com temáticas que o público adolescente curte. O legal é que são os próprios personagens da série que assinam os posts!

Turma Luluzinha Clássica

Em ordem da esquerda para direita:  Aninha, Glorinha, Bolinha, Luluzinha e abaixo, Alvinho.

Turma Lulu- Teen

Em ordem da esquerda para direita : Alvinho, Bola, Lulu, Glorinha, Aninha.

E ai pessoal? O que acharam dessa nova versão dos personagens da Luluzinha? 😉