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Desde que foram lançadas em 2012 venho colecionando todos os lançamentos do projeto Graphic MSP. Essas HQs trazem como protagonistas os personagens da turminha de Mauricio de Sousa, mas por uma ótica completamente diferente da original realizada pelas mãos de diversos artistas brasileiros.

Ao longo desses dois anos muito material legal já foi lançado e seja pela arte ou pelo enredo delicado cada uma das histórias se destaca em um ponto diferente e é quase impossível conseguirmos escolher uma preferida!

Astronauta Singularidade de Danilo Beyruth é o primeiro lançamento da segunda leva de Graphic MSP e dá continuidade ao primeiro lançamento do projeto – Astronauta Magnetar.

AstronautaSingularidade-ColorindoNuvens01Teaser de Astronauta Singularidade (mais imagens aqui!)

Diferente de seu antecessor Astronauta Singularidade vai direto ao ponto, a proposta é a aventura pelo espaço na tentativa de estudar um buraco negro e nessa expedição, longe da solidão sofrida anteriormente, Astronauta Pereira precisa aprender a lidar com seus companheiros de nave: uma psicóloga responsável pelo seu tratamento após o seu período de naufrágio no espaço e um Major gringo, cujas intenções não são as das melhores.

Nos quadrinhos iniciais percebemos um diálogo tenso. Astronauta está diante de mais uma etapa de sua terapia que tem o objetivo de analisar qual a sua real condição psicológica, após ficar perdido no espaço sozinho, lutando para manter a sanidade.

AstronautaSingularidade-ColorindoNuvens02A arte da HQ

Nessa história percebemos a importância do personagem para a Brasa (Brasileiros Astronautas) já que é o único capaz de pilotar uma nave com tecnologia alienígena desconhecida. O porquê desse jovem do interior ter sido escolhido pelos seres de outro planeta não nos é revelado totalmente, o que abre espaço para uma possível continuação.

Para mim, um dos momentos mais interessantes de toda história está resumida em uma única página, onde as imagens dizem mais do que palavras e astronauta discute silenciosamente o seu lugar na imensidão do espaço.

AstronautaSingularidade-ColorindoNuvensAstronauta frente a frente ao buraco negro

Se em Astronauta Magnetar o seu forte era o aspecto psicológico da história, que tratou tão bem da solidão e dualidade de sentimentos. Em Singularidade, o foco é totalmente a aventura que progride de maneira rápida nos deixando a impressão de que as 80 páginas não foram suficientes para dar mais profundidade à história.

Pesando seus aspectos positivos e negativos, porém, Astronauta Singularidade ainda assim, é uma obra de qualidade, mas nesse caso, a arte definitivamente, se mostrou superior ao enredo e fica quase impossível não compará-la aos outros títulos dessa coleção.

Vocês já conheciam esse projeto? Também colecionam essas HQs? Me conte o que achou!


Valente para todas

A minha vida como leitora anda bastante atarefada com o gigantesco “Tormenta de Espadas”, mas, para não perder o hábito de ter outras boas leituras durante essa saga que, com certeza, levará alguns meses, resolvi embarcar no segundo volume da HQ de Victor Caffagi: Valente para Todas!

Eu me encantei com a simplicidade e pureza da história desse cãozinho tão simpático e fiquei feliz em constatar que ao dar continuidade a essa aventura pelo dia a dia de Valente, o autor conseguiu manter a qualidade e entusiasmo do primeiro quadrinho da série.

valente para todas 1Valente, o protagonista dessa história

Valente para Todas narra os dilemas da vida de seu protagonista que passa a ter o grande desafio de estar literalmente, dividido entre dois amores: a gatinha Dama e Princesa, uma charmosa panda.

Cada uma das personagens possuem seus pontos fortes e fracos e conforme a trama se desenvolve mudamos de opinião com relação ao melhor partido para o cãozinho. Dama foi o primeiro amor ‘não platônico’ de Valente, mas também, a sua primeira decepção amorosa. Já Princesa é praticamente a sua namorada, porém, mesmo se dando tão bem ainda sobra um espacinho no coração de Valente que o faz recordar sua antiga paixão.

valente para todas 2Valente e a gatinha Dama

valente para todas 3Flashback com Bu e Valente

Para deixar o momento ainda mais crítico, Valente está prestes a terminar o ensino médio, uma fase de grandes mudanças e escolhas difíceis e mais uma vez, conseguimos nos enxergar nesses dilemas que tornam-se até mesmo insuportáveis devido as consequências que poderão trazer para nossas vidas.

O humor fica por conta de alguns personagens secundários como os seus amigos nerds do grupo de RPG com os seus ‘sábios’ conselhos amorosos e ainda, alguns flashback entre Valente e sua melhor amiga Bu, que foi para mim, uma das partes mais engraçadinhas da história.

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Simplesmente recomendo! 😉


Astronauta Singularidade

Em Dezembro será lançado mais uma HQ da coleção Graphic Novels MSP e recentemente foram divulgadas a capa e algumas páginas do que iremos encontrar nesse novo volume.

Eu fiz questão de colecionar todas as HQs desse projeto e até agora não me decepcionei nem um pouco. Algumas se destacam pela história que pode ser empolgante ou simplesmente, doce. Outras, pela arte que na maioria das vezes nos surpreendem com a qualidade e criatividade. Não há dúvida, essa coleção é obrigatória a todos os fãs da turminha.

Para quem não se lembra, a HQ de estreia foi Astronauta – Magnetar que nos surpreendeu em diversos aspectos e ainda se tornou o quadrinho mais lembrado de 2012 conquistando três prêmios no Troféu HQ Mix 2013 como Edição Especial Nacional, Desenhista Nacional e Projeto Editorial.

Agora falta pouco para conhecermos a continuidade dessa história. Astronauta – Singularidade de Danilo Beyruth será lançada no mês que vem durante a Comic Com Experience e como os demais volumes estará disponível em capa mole (R$ 19,90) e capa dura (R$ 29,90).

Todas essas imagens divulgadas só contribuíram para aumentar ainda mais a minha expectativa Confiram as imagens!

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E Finalmente a capa!

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We3

Sou assumidamente uma apaixonada por animais. Considero isso uma das minhas principais virtudes e me orgulho muito disso. Não é de se espantar que histórias dramaticas que possuem animais como protagonistas são capazes de me envolver de uma maneira absurda e com We3 Instinto de Sobrevivência não foi diferente, justamente por retratar a arrogancia dos seres humanos e a sua insasiável sede de controle sobre a natureza e outras espécies consideradas”inferiores”.

We 3 é uma história comovente sobre três animais modificados para se tornarem verdadeiras máquinas de guerra. O propósito inicial desse experimento que deu origem aos Biorgs (ou organismos bioprojetados) era justamente substítuir a força humana em diversos aspectos com o foco principal nas guerras do futuro que seriam lutadas por animais treinados e controlados remotamente.

O experimento “Armamento Animal 3” é composto por três integrantes: um cachorro, um gato e um coelho. Os personagens são equipados com uma armadura metálica, que lembram grandes insetos, deixando a mostra apenas as suas cabeças, o único traço preservado de sua verdadeira natureza.

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Apesar de todas as modificações que permitiram aos animais até mesmo expressarem os seus sentimentos em poucas palavras houve a exploração de seus principais sentidos e extintos. O cachorro foi transformado em um poderoso tanque de guerra, o gato, numa máquina furtiva e letal, já o coelho foi treinado para espalhar minas terrestre e gases venenosos.

Treinado como uma verdadeira equipe, os animais se ajudam durante as batalhas e nesse contexto a doutora Roseanne Berry teve uma importante participação. A personagem é a única cientisca que ainda os vê como animais e não apenas como um equipamento que tornou-se defasado após o aprimoramento da tecnologia em novos experimentos. É justamente após o anuncio do encerramento da operação We3 e de uma sucessão de fatos capazes de criar muita tensão e grandes expectativas, que os três animais armados com alto poder bélico vê-se solto na natureza próximo á area de grande concentração de civis.

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Já nas primeiras cenas da HQ não resta dúvida ao leitor do alto nível de sanguinolência que ele irá se deparar nas próximas páginas.

Os autores buscaram contrabalancear o apelo emocional que geralmente histórias protagonizadas por animais fofinhos possuem inserindo passagens de muita violência, evidenciada detalhadamente nos quadrinhos que não nos poupa visualizar vísceras e corpos dilacerados.

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A trajetória desse animais é contada principalmente por meio de imagens. Há poucos diálogos na história que tem seu foco na arte e nos movimento das cenas, pelos quadros distribuídos de forma não linear sobre a página.

Uma ideia muito legal, foi demonstrar ao leitor que os protagonistas foram um dia, apenas animais de estimação de alguma família. Durante a história nos são apresentados cartazes de “Procura-se” com a foto dos animais e um texto explicando suas principais características físicas, personalidade e o apelido pelo qual eram chamados. Impossível não se comover.


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Bidu – Caminhos abre o segundo ciclo de Graphic Novels MSP. Os responsáveis por recontar a história de Bidu e Franjinha é a dupla de artistas Eduardo Damasceno e Luis Felipe Garrocho de “Achados e perdidos” e “Cosmonauta – Cosmo”.

Diferente dos gibis, a HQ possui um tom mais realista. Somos transportados para a vida de um vira lata que mora num terreno baldio e faz de um carro velho o seu refúgio.

A história é contada em sua maior parte pela perspectiva do cãozinho azul e a dinamicidade das cenas nos revela os caminhos percorridos pelo personagem antes de iniciar o elo de amizade com o garoto aspirante a cientista.

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Além de passar seus dias fugindo da carrocinha e de outros perigos das ruas, nos deparamos com muitas brigas e desentendimentos do mundo animal, apesar de possuírem personalidade, Bidu e os outros cãezinhos são retratados de modo mais real, preservando os seus instintos e características naturais de qualquer outro cachorro.

A história possui grande apelo visual, somos instigador a “ler imagens” já que o texto é restrito apenas aos balões falados por seres humanos, como toda a história tem o seu foco central no Bidu, sua comunicação com os outros animais é realizada por meio de símbolos e imagens, um desafio proposto por Sidney Gusman, mas que foi aproveitado de maneira bem criativa pelos autores.

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É preciso olhar cada quadrinho com muita atenção, pois há muitos detalhes que podem passar despercebido. Através deles, conseguimos interpretar os sentimentos dos personagens analisando as suas feições e também as cores! Essa variação é bem marcante e nos transmite por meio dos tons, desde o sentimento de descontração ao profundo desespero. Na própria capa já temos um belo exemplo disso, ilustrados em tons frios e apagados encontramos um Bidu cabisbaixo perdido no meio da chuva, sem demonstrar a mínima esperança.

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Vale destacar que apesar de bem rápida há a participação de diversos personagens da Turminha como o Bugu e a própria Mônica. É claro que Franjinha recebe uma atenção especial, e nos apaixonamos com a sua aptidão para invenções e o modo com que foi capaz de identificar um pontinho azul perdido no aglomerado cinza das cidades.

Fiquei bem satisfeita com as ilustrações e com a história simples, porém envolvente retratada em Bidu – Caminhos. Assim como os outros títulos dessa coleção o encadernado manteve o alto nível de qualidade, vale muito a pena conferir! 🙂


Valente de Vitor Caffaggi

Desde que li Turma da Mônica – Laços me apaixonei pelos traços e delicadeza do trabalho realizado pelos irmãos Vitor e Lu Caffagi. Porém, apesar da empolgação de ter ganhado esse HQ e de ter sido fisgada imediatamente pela história do cãozinho Valente, eu não dei continuidade a sua leitura e sequer finalizei o primeiro exemplar.

Tive bons motivos para não continuar, era uma época difícil em que tudo remetia ao terrível tcc e por isso fui empilhando alguns livros e também algumas HQs aqui em casa. A boa notícia é que agora, com a vida um pouquinho mais tranquila (só um pouquinho…) eu estou conseguindo retomar o meu antigo hábito de leitura e finalmente semana passada chegou a vez do Valente!

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A história é bem simples e tocante tendo como foco o primeiro amor do protagonista. Acompanhamos os últimos meses do ensino médio e nos deparamos com todas as angustias e expectativas de um futuro relacionamento.

Valente é representado na forma de um cãozinho, aliás, todos os personagens da história são animais e traduzem de certa forma, algum traço de suas personalidades.

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A história parte da premissa “menino conhece menina” e nessa fase da vida em que tudo o que parece importar é ser notado pela garota (o) amada (o), Valente cria grandes expectativas quando começa a construir um relacionamento mais próximo com a gatinha Dama.

Eu me identifiquei muito com os sentimentos conturbados do protagonista, aliás, acho que todo mundo tem um pouquinho de Valente dentro de si. Seu nome parece brincar com a sua verdadeira personalidade, o cãozinho é um garoto tímido, pouco popular e com algumas dificuldades de se relacionar com pessoas desconhecidas. Mas o que achei mais engraçado e vi muito de mim, foi o fato de criar o desenrolar de uma vida inteira, a partir de um fato que ainda não aconteceu.

Vitor Caffagi se inspirou em passagens de sua vida para compor a trajetória de Valente. Muitos personagens ali representados fazem referencia aos seus amigos e familiares e principalmente a sua irmã mais nova Lu Caffagi.

A HQ é muito fofa e acredito que será capaz de agradar tanto aos fãs de quadrinho, quanto a quem apenas está em busca de uma boa história. Em breve a crítica dos dois outros volumes da série: Valente – Para todas e Valente – Por opção. Aguardem!


Horácio turma da mônica

Em um dos primeiros posts do blog eu compartilhei com vocês que eu praticamente aprendi a ler com o incentivo dos gibis da turma da Mônica. Ainda guardo com bastante carinho e um pouco de nostalgia vários gibis adquiridos ao longo de alguns anos, a coleção não é grande, mas tem bastante significado para mim. Lembro que a cada visita ao médico (sim, eu fui muitas vezes ao médico naquela época) a parte mais legal era passar nas bancas para comprar um ou dois gibis e vir ao menos folheando a revistinha no ônibus até chegar em casa.

Nesse post irei falar da história do Horácio, um dos personagens mais importantes de Mauricio de Sousa mas que, a meu ver, não é muito popular.

Apesar de não parecer ele é um Tiranossauro que insiste em se alimentar apenas de folhas. Seus monólogos são bastante reflexivos e levantam diversos questionamentos sobre a vida.

Tirinha Horácio

Justamente por possuir essa característica Horácio é o único personagem da Turma da Mônica que ainda é realizado somente pelo Mauricio. O autor se diz incapaz de transferir esse trabalho a outros editores já que a visão de mundo do Horácio é altamente atrelada ao seu ponto de vista, ou seja, ninguém mais poderia transmitir a essência dos pensamentos do personagem senão ele próprio. Algumas histórias são alvos de polêmica na internet, como é o caso da tirinha abaixo, somente a imagem já esclarece o motivo, rs!

horacio tirinha

Considerado por muitos o alter ego do artista, Horácio surgiu como coadjuvante da história do Piteco em 1960. Naquela época ele não possuía personalidade propriamente dita, apenas seguia o seu dono para todos os lados e agia basicamente como um fiel cachorrinho. Em 1963 Horácio ganhou o seu merecido destaque e suas tirinhas passaram a ser publicadas todos os domingos na Folhinha de S.Paulo.

Com o passar dos anos as histórias estreladas pelo personagem passaram a ficar mais complexas e filosóficas, além discursar sobre o sentido da vida, diversos outros dinossauros foram acrescentados a sua convivência, como o Alfredo que o carrega para lá e para cá, a Lucinda e a Simone que visivelmente tem uma forte queda pelo dinossaurinho e o Tecodonte, Brontossauro e Estego, seus amigos e companheiros em diversas histórias.

personagens horácio

Em 2013 a Panini Books lançou um coletânea de histórias do personagem lançadas entre os anos de 1963 e 1965 que mostra claramente a evolução do teor de suas aventuras e do traço do Mauricio de Sousa. Achei bem legal esse encadernado quando o descobri e confesso que fiquei tentada a comprá-lo algum dia. Espero que tenham gostado de conhecer um pouquinho mais sobre a história desse clássico personagem dos quadrinhos brasileiros! 🙂


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Finalmente chegou o grande dia de sabermos um pouco mais sobre a HQ Bidu – Caminhos. Sidney Gusman publicou hoje em seu Twitter a capa do encadernado e outras 9 imagens.

Esse trabalho faz parte da Coleção de Graphic MSP que já possui outros títulos que eu simplesmente amo como Astronauta de Danilo Beyruth, Turma da Mônica – Laços de Vitor e Lu Caffagi, Chico Bento – Pavor Espaciar de Gustavo Duarte e Piteco – Ingá do paraibano Shiko.

Eu adquiri todos os exemplares e pretendo continuar a colecionar os novos títulos que virão por ai. O lançamento de Bidu – Caminhos irá acontecer durante a Bienal Internacional do Livro em São Paulo e contará com a presença de Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho, os autores da HQ.

Eu achei o traço dos autores muito bonitos e o tom azulado e frio das cores utilizadas me agradou bastante, aliás não só o Bidu está super fofo, mas também o Franjinha! Ainda bem que eles não esqueceram o Bugu, sem o cachorrinho amarelo a história não ficaria completa!

Os títulos dessa série me impressionaram principalmente pela qualidade da sua arte. As histórias que trazem como protagonistas os personagens mais famosos da turminha do Maurício de Sousa não decepcionaram nem um pouco e acredito que com o Bidu não vai ser diferente! Confira as imagens!

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E finalmente a Capa!

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Quando iniciei a coleção de Graphic Novels MSP não imaginei que iria curtir tanto as historinhas. No ano passado houve o lançamento de quatro adaptações realizadas por diferentes e talentosíssimos artistas que conferiram um ar totalmente novo aos personagens que marcaram não somente a minha infância, mas a de muitas gerações seguidas!

Quem gostou das releituras aguarde até o próximo mês que tem novidade vindo por ai. Sidney Gusman anunciou no seu Twitter o lançamento de Bidu – Caminhos que acontecerá durante a 23º Bienal Internacional do livro em São Paulo entre os dias 22 e 31 de agosto.

Na história os autores Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho recontam a história de Bidu e Franjinha. Iremos conhecer qual foi a trajetória dos personagens antes de se tornarem melhores amigos.

A dupla foi criada em 1959. Naquela época Maurício de Sousa trabalhava como repórter policial e os personagens, ainda sem nome, apareciam nas tirinhas de quadrinhos publicadas semanalmente nos jornais.

O tempo passou, as características físicas e personalidade dos personagens mudaram bastante, e agora poderemos apreciar Franjinha e Bidu sob uma nova ótica.

Por enquanto, além do teaser divulgado em 2013, pouco foi revelado da HQ, mas espera-se que haja algumas novidades ainda nesse mês.

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Piteco - Ingá by Shiko - Capa

Marcando o encerramento da primeira fase de Grafic Novels da turma da Mônica, Piteco – Ingá é a releitura realizada pelo paraibano Shiko.

A história marca a migração do povo de Lem para outras terras, uma vez que uma grande seca minguou o único rio que abastecia a aldeia. Porém, quando todos se preparavam para seguir os conselhos de Thuga, uma espécie de sacerdotisa capaz de interpretar os sinais dos antigos, os homens tigres membros de uma aldeia rival a captura para oferecê-la como uma oferenda especial para o deus adorado por eles.

Diante desse fato, Piteco une forças com seu amigo Beleléu e a valente Ogra, e partem para resgatar Thuga das mãos do inimigo prometendo reencontrar o seu povo que iniciaram a longa caminhada em busca do místico rio vermelho.

Piteco - Ingá by Shiko - Imagem 1

Piteco não é um dos personagens mais populares de Maurício de Sousa. Apesar de gostar de suas histórias em quadrinhos tradicionais, eu não me lembrava de muitos personagens que aparecem na história como os homens Tigres, Beleléu ou até mesmo a Ogra. Os únicos personagens mais marcantes que considerava era o próprio protagonista Piteco e a apaixonada gordinha que não cansava de implorar pelo amor do caçador e que eu nunca conseguia decorar o nome.

Nessa história, porém, Thuga ganhou uma importância maior se tornando a Xamã de um povo, “aquela que carrega os olhos ocos da águia. Que vê o futuro e fala com os antigos”.

Piteco - Ingá by Shiko

Shiko construiu uma história que considera e dá valor a cultura brasileira escolhendo a Paraíba e a pedra do Ingá, monumento arqueológico tombado como patrimônio nacional, como palco para a HQ. Ele também fez a sua versão de criaturas místicas que fazem parte do folclore brasileiro.

M-Buatan é a versão de Shiko para o Boitatá, já o deus Arapo-Paco é inspirado no Curupira ou Caipora. Além de toda essa essência cultural, o que mais chama a atenção, não somente nessa HQ, mas em todas as outras lançadas anteriormente, é a arte, as cores, o traço de personalidade de cada artista que aceitaram participar do projeto proposto por Sidney Gusman.

Para Piteco-Ingá Shiko utilizou pintura em aquarela, resultando em ilustrações marcantes seguindo o padrão de alta qualidade das HQs da série anteriormente lançadas. Vale muito a pena ter a coleção completa. Ano que vem novos títulos serão lançados e eu com certeza, quero conferir todos eles!