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5 filmes favoritos

Para mim sempre foi um desafio e tanto escolher os filmes que mais me agradavam. Antes do blog a minha memória seletiva não permitia que eu guardasse por muito tempo, informações a esse respeito e logo, tudo parecia confuso e eu me sentia um verdadeiro peixinho dourado!

Agora, fazendo posts e exercitando a minha mente em assuntos que eu gosto e frequentemente pesquisando coisas novas para compartilhar com vocês melhorei bastante nesse aspecto e resolvi montar uma lista com os meus 5 filmes favoritos.

Para começar essa série separei os meus queridinhos de todos os tempos que não ligo de ver e rever por muitas e muitas vezes. Abaixo vocês conferem um pequeno resumo da trama e o porquê são marcantes e especiais para mim!

#5 We need to talk about Kevin

We-Need-To-Talk-About-Kevin

O meu top 5 inicia-se com um drama de tirar o fôlego: Precisamos falar sobre Kevin é uma adaptação do romance de Lionel Shriver. A história gira em torno do relacionamento conturbado entre Eva Khatchadouria (Tilda Swinton) e seu filho Kevin (Ezra Miller) e nos coloca num clima de crescente tensão devido à linguagem inteligente usada no desenvolvimento da trama.

Contada de modo não linear somos instigados a organizar os fatos do presente e passado em nossa cabeça e imaginamos o tempo todo o que levou ao trágico desfecho. Tilda e Ezra estão simplesmente incríveis em seus papéis, o que obviamente, só tem a acrescentar numa história chocante capaz de te deixar estarrecido por um bom tempo.

#4 Donnie Darko
DoonieDarko

O fenômeno ‘Cult’ Donnie Darko entra para a lista de filmes adoravelmente estranhos. Com uma narrativa diferente, recheada de elementos incomuns buscamos a todo o momento, uma explicação para os estranhos acontecimentos que permeia a trama.

O protagonista é um adolescente com sérios desvios comportamentais que passa a ter estranhas visões de “Frank”, um assustador coelho de Halloween que inicia uma espécie de contagem regressiva par ao fim do mundo. O filme possuiu diversas linhas temporais o que exige muita atenção por parte dos espectadores. A parte mais interessante é que instintivamente somos levados a criar as nossas próprias teorias sobre os enigmas apresentados.

#3 Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças

Brilho eterno

Já deu para perceber que gosto mesmo de filmes com narrativa não linear e Brilho Eterno se enquadra em mais um desses casos. Acho quase impossível alguém não ter desejado algum dia esquecer alguns acontecimentos desagradáveis pelo qual passou, mas já imaginou ter a possibilidade de apagar definitivamente da sua memória algum fato ocorrido ou até mesmo, todas as lembranças que envolvem uma determinada pessoa?

Pois é justamente isso o que Joel (Jim Carrey) e Clementine (Kate Winslet) decidem fazer. E como as más lembranças, muitas vezes, parecem se sobrepor as boas, logo, ao vasculhar o seu passado durante o processo de eliminação de memórias, Joel percebe que não quer apagar tudo aquilo que viveu e inicia uma verdadeira batalha para manter a lembrança de seu romance viva, lutando contra algo tecnicamente irreversível.

Grande parte do filme passa-se dentro da mente do protagonista conferindo a história uma característica dinâmica e surreal.

#2 Edward Mãos de Tesoura

Edward Mãos de tesoura

Essa produção de Tim Burton me conquistou quando eu era apenas uma criança que assistia na Sessão da Tarde, por incontáveis vezes, a história de um personagem que tinha tesouras no lugar das mãos!

O filme é praticamente um conto de fadas que tem como protagonista Edwards, um ser quase completo que foi criado por um solitário cientista num castelo localizado na colina mais alta da cidade. No entanto, antes de terminar a sua criação, o cientista morreu deixando Edward sozinho e com tesouras no lugar de suas mãos.

A história gira em torno justamente da tentativa de reinserir Edward na sociedade, um ser que representa o sombrio e o bizarro diante de uma cidade de conduta praticamente ‘perfeita’.

Essa história para mim é muito especial, e o mais legal é que mesmo depois de tantos anos ainda consegue me agradar e porque não, me emocionar em alguns momentos! Muito lindo!

#1 O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

O fabuloso destino de amélie poulain

Chegando ao primeiríssimo lugar temos “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” que é para mim, um daqueles filmes inspiradores, que nos faz olhar para as coisas do dia a dia de uma maneira diferente.

A premissa é bem simples. Amélie, representada lindamente por Audrey Tautou, encontra na parede de sua casa uma antiga caixinha cheia de lembranças e decide encontrar o seu dono para devolvê-la mesmo após tantos anos.

A maneira com que a história é conduzida através do ponto de vista de Amélie torna as coisas que passam despercebidas no nosso cotidiano em algo mais belo dando importância às pequenas atitudes e aos detalhes.

Tudo funciona muito bem, desde aos personagens mais caricaturados, até a trilha sonora e fotografia.

Essa produção foi uma das grandes responsáveis por me incentivar a ter um blog, a parti daí, comecei a prestar mais atenção aos filmes e as mensagens que eles tinham a transmitir.

Bom, minha primeira seleção de filmes especiais fica por aqui, espero que tenham gostado!


Poster Interestelar

Domingo foi dia de curtir um cineminha ao lado do namorado! Fazia um bom tempo que não ia conferir algum filme nas telonas e estava realmente com saudade da expectativa para o filme, do gostinho da pipoca, da Coca-Cola gelada e de todo aquele “climinha” de cinema!

O filme escolhido foi Interestelar eu pouco sabia sobre a sua trama o que me ajudou a curtir muito a história e me surpreender a todo instante.

A criação de Christopher Nolan aborda diversos conceitos científicos baseados nas teorias do físico Kip Thorne, é permeado por uma grande catástrofe, mas acima de tudo, é um filme sobre os sentimentos e relações humanas.

Interestelar Murphy and Cooper

Na história, a Terra está fadada a destruição. Ondas gigantes de poeira assolam o planeta, destruindo plantações e a esperança de vida das futuras gerações. Diante de uma situação como essa, até mesmo os projetos da Nasa são realizados de modo secreto, pois seria injustificável o uso de bilhões de dólares em projetos científicos enquanto milhares de pessoas sofrem pela falta de comida e condições básicas de sobrevivência.

Ao decifrar estranhos sinais em sua propriedade Cooper (Matthew McConaughey, numa ótima atuação) encontra o laboratório científico da Nasa, a partir de então, o antigo piloto tem a oportunidade de explorar mais uma vez os mistérios do universo buscando encontrar planetas possivelmente habitáveis através de um buraco de minhoca localizado próximo a Saturno ou continuar com sua família tentando sobreviver em um planeta praticamente morto.

A decisão é difícil e tocante, principalmente pela relação de cumplicidade criada desde o início entre Cooper e sua família, sobretudo, com sua filha mais nova Murph. A escolha do nome faz referencia a lei de Murph e Interestelar nos explica que esse conceito não é necessariamente algo ruim “O que tem que acontecer, mais cedo ou mais tarde irá acontecer” e isso é amplamente justificado no decorrer do filme.

Nave Interestelar

A parte de ação é muito bem construída, digna de nos deixar com friozinho na barriga diante de todos os riscos de se adentrar em um território desconhecido. Em muitas situações, abstraímos o fato de estarmos preso a uma cadeira de cinema e embarcamos juntos com a equipe de astronautas até outros planetas, viajando no tempo-espaço de uma maneira jamais antes vista.

É muito interessante à maneira com que o tempo e espaço são abordados, dando ao tempo essa característica de lugar, algo difícil de enxergarmos no nosso dia a dia, mas é um conceito antigo, explicado na Teoria da Relatividade de Einsten que concluiu que “o tempo e espaço são relativos e estão profundamente entrelaçados”.

Afora esses conceitos mais técnicos e porque não, intrigantes para os mais leigos (tipo, eu rs), Interestelar também acerta em abordar os sentimentos humanos como o amor e a fé, dando a produção, em diversos momentos, um caráter filosófico.

INTERSTELLAR

Ao contrário do que a grande maioria dos críticos de cinema aponta, eu achei que as explicações são fornecidas na medida certa, de maneira bem fluida e natural. Baseado quase que inteiramente em teorias científicas reais, acho válido dar esse tipo de explicação, afinal de contas, os espectadores não são obrigados a conhecer os conceitos científicos abordados na produção.

Para mim, tudo funciona muito bem e o filme tem a sua parcela de sentimentalismo e ação muito bem balanceada. Simplesmente, uma das melhores produções que eu assisti nos últimos tempos.


Como treinar o seu dragão 2

Como Treinar o seu Dragão 2 estreou nos cinemas brasileiros com bastante sucesso. A animação da Dreamworks é a continuação da história de Soluço e Banguela e mostra todos os desafios enfrentados pela dupla de protagonistas cinco anos após o encontro entre o garoto viking e o lendário Dragão Fúria da Noite.

A convivência pacífica entre humanos e dragões trouxe grandes mudanças para Berk. Antes vistos apenas como uma ameaça mortal, agora os gigantes voadores ajudam na rotina da aldeia, são tratados como bichos de estimação e se tornaram as verdadeiras estrelas de competições emocionantes pelos ares, que leva Soluço, sua namorada Astrid e seus outros amigos, a demonstrarem muita habilidade montados sobre o dorso de seus fieis companheiros nas chamadas corridas de dragão.

How To Train Your Dragon 2 Poster O jovem Soluço e seu Dragão Banguela

Para Soluço e Banguela, explorar territórios desconhecidos pelos vikings mostra-se uma ação quase irresistível, mesmo com os apelos do velho Stoico que tenta convencer o filho a tornar-se o líder da ilha, os protagonistas encaram viagens ousadas e é em uma dessas aventuras que se deparam com uma misteriosa caverna congelada, que serve de abrigo para uma infinidade de dragões. O local mostra-se ser um verdadeiro santuário, onde dragões de diferentes espécies se refugiam dos caçadores de dragões.

Vemos então o surgimento de tripulações inteiras que desbravam os mares com o objetivo de capturar todo e qualquer dragão que cruzar pelo caminho, porém, o trabalho sujo não é feito para benefício próprio, mas sim, para aumentar o grande exército de dragões organizado pelo vilão Drago. Após essa descoberta Soluço retorna a Berk para avisar aos outros vikings da ameaça iminente e não pela primeira vez, contraria os conselhos do pai, e parte numa arriscada aventura com o objetivo de resolver todo o impasse através da diplomacia.

How To Train Your Dragon 2Soluço na Caverna Congelada

Diferente de seu antecessor, Como Treinar o seu Dragão 2 nos apresenta não somente situações novas, ele retoma o passado de seus principais personagens, e consegue agregar valor a sua essência. Acima de tudo, percebemos um amadurecimento bem legal tanto no que se refere aos efeitos especiais utilizados e um aumento considerável da quantidade de personagens em cena quanto, na atitude e personalidade de seus personagens.

Soluço é obrigado a aprender a duras penas, que nem sempre tudo pode ser resolvido à base do diálogo. Agora com 20 anos de idade, ele é obrigado a assumir uma posição de liderança e até mesmo o laço de amizade e cumplicidade com Banguela é colocado à prova.

As batalhas que ocorrem são muito bem colocadas, causa euforia e apreensão e tampouco, está ali apenas com o mero objetivo de ocupar espaço. A Dreamworks não apenas acertou, como conseguiu melhorar uma história que já era muito boa. Mais uma vez eu percebo que Como Treinar o seu Dragão é uma animação infantil feita especialmente para o público adulto. Eu que já era fã de Soluço e Banguela, saí do cinema muito satisfeita com o que vi e animada com a terceira parte dessa história que ao que tudo indica será lançada em 2016.


O labirinto do fauno - Pôster

O Labirinto do Fauno insere com sutileza um mundo repleto de fantasia e misticismo na dura realidade daqueles que viveram durante o período da guerra civil espanhola.

A protagonista dessa história é a pequena Ofélia  (Ivana Baquero), amante dos livros de fantasia e com imaginação fértil. Sua vida muda completamente após ir morar com a mãe grávida na casa do padrasto, um militar incumbido de caçar e eliminar todos os rebeldes que se opunham ao regime do ditador espanhol Francisco Franco.

Num antigo labirinto de pedra construído nos arredores do local, a menina se encontra com um Fauno, ser místico que possui uma aparência assustadora sendo metade homem, metade bode. A criatura anuncia que Ofélia é na verdade, a princesa Maona, mas para retornar para seu reino subterrâneo, será necessário realizar 3 perigosas tarefas, antes da próxima lua cheia.

FaunoO encontro de Fauno (Doug Jones) com Ofélia

O mundo de fantasia e o mundo real são intercalados de maneira equilibrada. Enquanto ofélia passa pelos diversos desafios disposta a realizar a tarefa que lhe foi dada, no mundo real, a guerra e violência do período é marcada por cenas fortes, expondo a crueldade do padastro da menina, que aos poucos deixa mais explícito o sentimento de ódio pela enteada.

Os desafios mágicos são repletos de seres assustadores, com aparência ameaçadora e atitude imprevisível, o mundo dos humanos, porém, torna-se mais cruel que a fantasia e para fugir da dura realidade, Ofélia encontra na mundo alternativo, a fuga de seus mais profundos medos.

Ofélia - O labirinto do faunoA protagonista Ofélia (Ivana Baquero)

Além de boas interpretações, o visual sempre sombrio dos cenários contribuiu bastante para a criação do clima de constante suspense. A qualidade da fotografia do longa foi reconhecida na 79º premiação do Oscar levando 3 estatuetas no quesito melhor fotografia, direção de arte e maquiagem.

O diretor Guilhermo del toro ousou em fazer um conto de fadas que expõe os horrores da guerra. Os dois mundos recebem grau de importância equivalentes e dão abertura para a interpretação de cada espectador sobre o que é ou não real. Eu busquei minhas respostas na fantasia, mas a produção, sem sombra de dúvida, deixa a gostosa sensação da dúvida.

Labirinto do fauno - OlhosA assustadora criatura pálida (Doug Jones)


O Hobbit - A desolação de Smaug - Poster

O Hobbit – A Desolação de Smaug, segundo filme da adaptação da aclamada obra de J. R. R. Tolkien dá continuidade a jornada de Bilbo Bolseiro, Gandalf e dos 12 anões liderados por Thorin Escudo de Carvalho, até a Montanha Solitária, o reino dos anões tomado pelo terrível dragão Smaug.

Após serem resgatados pelas águias, os aventureiros continuam sua viagem pela Terra Média buscando uma maneira de chegar até o seu destino a tempo de presenciar a última luz do dia de Durin e encontrar a fechadura da porta do reino de Erabor que dá acesso a montanha e a todo tesouro que lá se encontra sob a guarda de Smaug.

Dando sequencia as perseguições de centenas de Orcs, a companhia se refugia na propriedade de Beorn um transmorfo capaz de assumir a forma de um gigantesco urso preto. A passagem porém, não se estende por muito tempo e logo, os anões e Bilbo Bolseiro seguem para a floresta negra, enquanto em paralelo, Gandalf com a ajuda de Radagast vão investigar os planos do maligno necromante.

O hobbit - anões nos barrisOs anões nos barris

A partir de então, Peter Jackson, insere bastante ação aos acontecimentos. O encontro com as aranhas da floresta, seguido da tensão gerada entre os Elfos e os anões são tomadas bem construídas que confere um clima entusiasmante ao filme.

A adaptação inseriu várias histórias paralelas que conseguiram ser bem desenvolvidas e exploradas. Devo destacar o encontro de Gandalf com o poder do necromante que se revela pela primeira vez como Sauron, e a atuação de Bilbo Bolseiro quando esse se depara com Smaug, cena que rende momentos de muita tensão.

The desolation of-smaug - Bilbo BolseiroO encontro de Bilbo com Smaug

A abordagem da história, como o esperado, foi diferente da obra original de Tokien, porém, no contexto e na proposta da adaptação foi realmente excepcional a maneira com que todos os elementos do filme foram tratados deixando pontas soltas para a conclusão da trama que acontecerá em O Hobbit – Lá e de volta outra vez, o terceiro e último episódio da jornada que tem data prevista de estreia somente para 19 de dezembro de 2014.

The desolation of-smaug - Bilbo BolseiroGandalf, o Cinzento a procura do Necromante

A aventura torna-se ainda mais épica vista em 48 frames por segundo o que foge do padrão cinematográfico que em média é de 20 a 24 frames. A tecnologia que foi amplamente comentada e discutida nos últimos tempos gerando bastante polêmica e diferentes opiniões é capaz de proporcionar uma experiencia única com o realismo absurdo em cada cena. Difícil dizer quais dos dois filmes é o melhor, mas uma coisa é certa, estarei aguardando ansiosamente para conferir a conclusão da aventura!


The Departed - Poster

Os Infiltrados é um dos raros filmes Hollywoodianos a respeito da máfia em que a violência não é o principal enfoque. Ela se faz presente, é necessária e confere a trama um clima de constante tensão, mas não ultrapassa o limite que lhe cabe.

Com um enredo elaborado de forma excepcional, em que cada detalhe tem profunda contribuição para o desenvolvimento dos fatos, o diretor Martin Scorsese preferiu abordagens mais psicológicas a violência gratuita que estamos acostumados a presenciar em filmes do gênero.

Baseado na obra chinesa Conflitos Internos de 2002, Os Infiltrados aborda as intrigas e traições presentes na perigosa relação entre a polícia americana e uma famosa máfia de irlandeses.

Os Infiltrados - Matt DamonMatt Damon como Colin Sullivan

Enquanto o recém-formado policial Billy Costigan (Leonardo DiCaprio) é recrutado para a arriscada missão de se infiltrar na gangue de um dos chefões do submundo americano, Frank Costello (Jack Nicholson), o criminoso alvo das principais operações do departamento de polícia, planta no território inimigo, Colin Sullivan (Matt Damon), o garoto que corrompeu anos atrás e que após tanto tempo passou a usá-lo como um de seus “ratos” infiltrados na academia de polícia.

A vida dupla em que se encontram os personagens centrais é sustentada pelo raciocínio eficaz de ambos protagonistas que precisam localizar soluções rápidas e convincentes dentre as mais diversas situações de perigo.

Billy Costigan  e Costello As cenas tensas entre Leonardo DiCaprio e Jack Nicholson

Enquanto Sullivan assumiu o papel de espião por vontade própria, Costigan sofre com a missão que lhe pressionaram a aceitar. Em uma de suas melhores atuações Leonardo DiCaprio transmite com um realismo absurdo as emoções perturbadas e angustiantes de seu personagem.

Leonardo DiCaprio - Os InfiltradosLeonardo DiCaprio como Billy Costigan

Os Infiltrados é um filme envolvente e acima de tudo muito inteligente que conquistou merecidamente prêmio na principal categoria do 79º Academy Awards (2007), como melhor filme.


The Hobbit-An Unexpected Journey

A perspectiva de dividir a história de O Hobbit em três partes era um assunto frequentemente levantado pelos admiradores da obra de Tolkien. Adaptações sempre são necessárias quando uma obra literária vai parar nos cinemas e por vezes o estrago que isso causa a própria essência da história é imperdoável e por que não, revoltante.

Peter Jackson que já tinha adaptado com grande sucesso e qualidade a trilogia dos Senhor dos Anéis anos antes tinha pela frente um desafio especial de tornar O Hobbit uma obra inesquecível como fora seus feitos anteriores.

Em meio a muitas opiniões nem tão positivas dos críticos da sétima arte, eu como mera espectadora sai da sessão de cinema completamente satisfeita e perplexa com a qualidade de The Hobbit: An Unexpected Journey e posso afirmar sem sombra de dúvida que a aventura do Sr. Bilbo Bolseiro não poderia ter tido melhor adaptação.

Sr. Bolseiro e Gandalf

Bilbo Bolseiro e Gandalf em uma das cenas iniciais.

Alguns fatos que ficavam apenas subentendidos na narrativa de Tolkien foram incluídos mas só veio a engrandecer a história sendo totalmente aceitáveis. Personagens que foram apenas brevemente citados, ou que só foram descritos em obras póstumas ganharam seu espaço, como por exemplo o mago Radagast-O Castanho, o Necromante e o principal vilão: O Orc Azog. Sua presença e a dos terríveis Wargs trouxeram o horror a tela de cinema. As batalhas que ocorrem são épicas incluindo o envolvimento pessoal do líder dos Orcs com a linhagem de Thorin, passagem que pode ser encontrada no livro Contos Inacabado de Tolkien e que foi muito bem inserido no contexto de O Hobbit, porém a produção teve o cuidado de preservar grande parte da obra original, vários diálogos foram transcritos fielmente e nenhum fato foi simplesmente ignorado o que pode ter interferido em alguns momentos na dinamicidade da história porém em balanço com as tomadas de ação de tirar o fôlego o resultado foi uma sintonia perfeita.

As ramificações criadas para a história foram muito bem amarradas a trama principal e a tornaram mais sombria. O Hobbit é um conto com carácter extremamente inocente, e a dosagem de dramaticidade e tensão agregada só a tornou mais grandiosa e necessária para a produção de um filme com a qualidade apresentada.

The Hobbit: An Unexpected Journey

A expedição de Anões.

A fotografia foi um espetáculo a parte. Pudemos rever cenários bem conhecidos como a delicadeza do próprio condado, um dos meus cenários favoritos ou conhecer a grandiosa Erebor, a cidade dos anões. A trilha sonora também merece destaque já que foi capaz de transformar as simples canções do livro em uma produção musical de tão boa qualidade.

Muito se falou da nova tecnologia de exibição em 48 quadros por segundo o dobro do que temos atualmente que consistem em 24 fps. São poucos os cinemas no país com capacidade de suportar a tecnologia e o que eu fui, não era um deles. Os efeitos 3D porém, apresentaram-se com qualidade superior ao que normalmente encontramos. O visual estava muito natural, sem aqueles habituais objetos voando para o rosto dos expectadores mas sim direcionados a dar profundidade as cenas de cenários muito vastos e trabalhados. O cuidado com a ambientação associado a alta tecnologia que hoje o cinema dispõe foi capaz de promover uma absorção praticamente completa dos espectadores que facilmente viam-se participando da aventura de personagens carismáticos e marcantes.

The Hobbit- Movies RivendellA Grandiosa Rivendell

Cada detalhe contribuiu de maneira positiva para tornar “O Hobbit- Uma jornada Inesperada” em uma das melhores produções dos últimos tempos. Sem mais a dizer, simplesmente Épico!

Participação especial de Renato Shinsei (LabRPG!)

Esperava ansioso pelo retorno cinematográfico da terra média as telonas. Porém, a cada dia depois da primeira cabine de impressa, as notícias de que o filme era fraco se tornavam mais populosas.
Ao assistir a obra, pude reparar no esmero que Peter Jackson teve, em cada cena e linha de diálogo tornando o filme compreensível para quem não conhece a obra, e cheio de pequenos detalhes que os fãs mais ávidos possam reconhecer passagens do livro e de anotações do próprio Tolkien.
Ainda trabalhando com esta dualidade, percebemos que PJ teve trabalho em tornar uma leitura infantil, em algo mais sério, e sem dúvida foi reconfortante ver que o teor cômico da história foi resignado à apenas alguns pontos da trama sem estragar o clima.
Que venha A Desolação de Smaug!


Bastardos Inglórios aborda o outro lado da Segunda Guerra Mundial. Enquanto estamos mais habituados a nos deparar com filmes que mostram a dura realidade do campo de batalha, Tarantino vem para ilustrar a situação tensa da vida daqueles que continuaram suas vidas sem participar do confronto diretamente.

Muito engana- se de pensar que o destino dos que ficaram para trás foi mais tranquilo e privilegiado. Durante a ocupação da França pela Alemanha a caça aos Judeus era muito intensa e as investigações comandada pelo Col. Hans Landa, conhecido como “O Caçador de Judeus”, englobavam qualquer tipo de atitude para descobrir onde se localizavam as antigas famílias judias e quem possivelmente poderiam lhe oferecer abrigo em tempos como aquele.

É justamente nesse contexto que se ambientaliza a primeira cena do filme. É impossível não prender a respiração diante de diálogo mais tenso, com uma atuação primorosa de Christoph Waltz já nos primeiros minutos do filme.

O filme tem como característica diálogos sempre muito bem construídos e inteligentes. A pressão psicológica da produção faz o expectador sentir- se um dos personagens imaginar suas reações diante de situações muito complicadas em que o controle psico- emocional é muitas vezes, a diferença entre a vida e a morte.

Col. Hans Landa (Christoph Waltz)

Em contrapartida com a soberania dos alemães na região encontramos um grupo de Judeus dispostos a matar qualquer nazista que encontrassem pela frente. O comandante desse esquadrão é o caricato Tenente Aldo Raine, interpretado por Brad Pitt.

O esquadrão carrega consigo o ódio pelos nazistas, adotando uma postura de vingança que pode ser constatado na maneira cruel com que executam os soldados de Hitler. O grupo sempre deixa sua assinatura, que consiste em tirar o escalpo de soldados inimigos ou marcar aqueles que são poupados da morte, esculpindo com cortes precisos, uma suástica na testa, para que esses não consigam esconder para quem serviram um dia. Dessa forma, o grupo conhecido como Bastardos Inglórios passa a caracterizar uma reação judia, tornando- se um grande problema para as forças alemãs.

Sgt. Donny Donowitz (Eli Roth) e Lt. Aldo Raine (Brad Pitt)

Como a mais importante representante judia da história, ainda encontramos Shosanna Dreyfus (Mélanie Laurent), uma jovem que presenciou o massacre de sua família por soldados Alemães e 3 anos depois vivendo como Emmanuelle Mimieux dona de um cinema antigo, vê a oportunidade de vingar o mentor que destruiu sua família, o Col. Hans Landa.

Shosanna Dreyfus (Mélanie Laurent)

Tarantino tratou da guerra com uma visão completamente diferente dos filmes do gênero. Nele Hitler tem uma participação bem modesta, e em momento algum vemos cenas de combate se desenrolando, o forte do filme, motivo também que o torna impecável reside nos diálogos longos e imprevisíveis. Bastardos Inglórios é repleto de atuações muito boas, mas desde o inicio a atenção está sempre voltada para Christoph Waltz .Col. Landa tem características odiosas, ele é sarcástico, impiedoso, um vilão perigosamente inteligente capaz de falar fluentemente várias línguas, é um verdadeiro mestre em levar seus entrevistadores num estresse emocional extremo, submetendo- os ate o limite de suas capacidades mentais, personagem que rendeu a Christoph Waltz o Oscar de melhor ator coadjuvante em 2010.

Quentin Tarantino não segue os fatos históricos de maneira fiel, Bastardos Inglórios construiu sua própria versão da História, uma verdadeira vingança judia! Como finalizar esse post além de dizer que o filme é tão bom que agora é um dos meus queridinhos? Acho que a forma mais interessante seria fazendo referencia a uma de suas frases mais famosas:

That’s a Bingo! 😉


Donnie Darko é um daqueles filmes que não passam, ele permanece na nossa mente pronto para ser analisado e repensado. Sua característica é basicamente psicológica e se enquadra na categoria de produções incomuns que não trazem histórias vazias.

Ao longo dos anos, Hollywood acabou nos deixando mal acostumados oferecendo produções com um enredo muito esmiuçado o que os tornam muito mais digeríveis e melhor aceito pelo grande público, porém elimina qualquer possibilidade de uma análise diferenciada pelo expectador. Não me admira que a produção independente Donnie Darko e todos seus elementos incomus não tenha sido um grande sucesso de bilheteria.

Em Donnie Darko, o personagem principal de mesmo nome, é um garoto que esta passando por uma fase perturbada por si só, a adolescência, apresentando um quadro de perturbação mental, distorção da realidade e sérios desvios comportamentais, vive sob efeito de remédios e ainda é orientado por uma psicóloga que pouco ou nada ajuda.

O histórico de Donnie Darko já é complicado o suficiente quando após escapar de um estranho acidente em que uma turbina de um avião não identificado cai exatamente sobre seu quarto, começa a enxergar um coelho de cerca de 2 metros de altura, coelho esse que consiste em um homem vestido com uma assustadora fantasia de Halloween.

A criatura imaginaria denominado “Frank” (James Duval), passa a exercer um grande controle sobre a mente do menino, fazendo- o tomar estranhas atitudes alterando sua personalidade. Além de tal poder, o coelho ainda mostra- se capaz de prever algumas situações do futuro, e prediz que o mundo acabará em 28 dias, 6 horas, 42 minutos e 12 segundos.

Donnie Darko (Jake Gyllenhaal), Gretchen Ross (Jena Malone) e “Frank”.

A história vai se tornando mais complexa à medida que são inseridos nesse contexto intrincado a hipótese de viagem no tempo, o que explicaria as predições precisas de Frankie. Somos instintivamente levados a investigar os acontecimentos do filme e criar nossas próprias teorias e uma explicação plausível para a situação de Donnie Darko.

Problemático e pouco compreendido as atitudes rebeldes do garoto são tratadas meramente como surtos, mas revela em sua essência uma intensa crítica. É através do personagem “anormal” e de suas atitudes insanas que Donnie Darko procura exaltar a existência de uma sociedade cada vez mais decadente tendo como enfoque a falta de liberdade de pensamento. Na verdade conseguimos captar em grande parte dos personagens um desiquilíbrio emocional que revela que por mais que nos auto- intitulemos normais frente às loucuras alheias, no fundo, só nos diferenciamos em conseguir não exteriorizar de maneira tão intensa os temores que carregamos.

O filme possui mais de uma linha temporal o que necessita de uma atenção especial do expectador, seus elementos são estritamente interligados onde uma atitude estará invariavelmente conectada e dependente de outra. E é exatamente por isso que Donnie Darko é um daqueles filmes que valem a pena ser assistido mais de uma vez, para captarmos detalhes que acabaram passando despercebidos quando ainda não se conhece o desfecho e a chave que liga e explica todos os fatos.

Donnie Darko apesar de grande parte se passar em um colégio envolto a descobertas da adolescência é completamente psicológico. O elemento bizarro, o coelho é usado de maneira muito interessante, por ser naturalmente um incomodo visual, suas aparições traduzem o clima tenso da produção.

O baixo orçamento do filme ainda conseguiu reunir um elenco legal, temos a participação de Patrick Swayze como o (pouco importante) palestrante motivacional Jim Cunningham, a professora Karen Pomeroy, interpretada por Drew Barrymore que também é a proutora do filme (Flower Films), e Jake Gyllenhaal numa impressionante e insubstituível atuação como Donnie Darko.

O filme consiste em uma mistura improvável que acaba dando super certo. Com certeza entrou para a lista dos meus favoritos. 😉


Brilho eterno

Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças (2004) é um filme genial. Super merecedor do Oscar que conquistou na categoria de Melhor roteiro original.

Imagine uma história em que já existe um modo de apagar coisas específicas da sua mente para sempre. Agora pense na ideia tentadora de fazer isso quando quer esquecer algo desagradável, pessoas que te irritaram ou magoaram ou um bichinho de estimação que faleceu a pouco e que esta te trazendo grande sofrimento. Não seria uma ideia tentadora simplesmente deletar as coisas que te incomodam ao invés de enfrentá-las?

Na trama Joel Barish (Jim Carrey) descobre que sua namorada Clementine Kruczynski (kate Winslet) o deletou de sua mente, magoado e completamente perdido por simplesmente passar a não existir mais na vida da namorada, Joel decide vingar-se, e resolve procurar a clínica do médico Howard Mierzwiak (Tom Wilkinson) para passar pelo mesmo procedimento.

BrilhoEternodeumaMenteSemLembrancas-ColorindoNuvens

A partir de então, o expectador sente-se parte do protagonista. A maior parte do filme mostra as lembranças de Joel sendo mapeadas e apagadas, ou seja, entramos na mente de Joel e passamos a nos sentir íntimos do personagem. Essas cenas lembram sonhos, daqueles mais malucos em que há mudanças repentinas nas situações, tornando o filme bem dinâmico e surrealista.

Primeiramente são mostradas as lembranças de brigas, desentendimentos entre o casal, o que nos leva a pensar que não havia cumplicidade entre eles, porém com o decorrer do filme passam a ser mostradas também, as lembranças mais antigas, sentimos como se o amor entre os personagens fosse emergindo das profundezas da mente de Joel, lembranças que estavam aparentemente sendo esquecidas, oprimidas enquanto a mágoa e o ressentimento tomavam conta de todo o resto. Após passar a reviver momentos maravilhosos e especiais passados com Clementine, Joel percebe que é um erro tudo aquilo, que ele literalmente não deve esquecer a mulher da sua vida, sua amiga e companheira maluquinha. Então a partir dai, passa a lutar contra todo o processo tentando esconder Clementine em suas memórias mais protegidas e improváveis, é ai que conhecemos um pouco do passado do personagem e as situações inusitadas proporcionadas entre a mistura dessas lembranças rende algumas cenas engraçadas.

BrilhoEternodeumaMenteSemLembrancas-ColorindoNuvens

A linha temporal do filme não é previsível, ela altera-se constantemente e passado e presente são intercalados. Quando você pensa que o filme está uma grande confusão, sente-se muito surpreendido quando no final tudo se encaixa perfeitamente. Uma maneira de identificar o tempo que se passa a determinada cena é observar a mudança da coloração dos cabelo de Clementine.

Os atores estão super bem em suas atuações. Somos envolvidos pela história dos dois personagens, diferentes em suas personalidades, mas que se completam perfeitamente! Em momento algum lembrei de Jim Carrey como o comediante hilário que ele é. Ele simplesmente se entrega ao seu personagem transmitindo de maneira convincente a personalidade tímida e insegura de Joel, provando mais uma vez que o seu talento se expande para outros gêneros que não seja a comédia. Kate Winslet também ‘vestiu’ super bem a personagem Clementine. Ela encanta com o jeito despojado e espontâneo da personagem, e sua rebeldia é facilmente percebida no visual de seus cabelos, cada hora de uma cor diferente, (a minha preferida, óbvio é a laranja, acho que já deu pra perceber minha queda por cabelos ruivos alaranjados não é mesmo? #Queroumtambém!)

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A história mexe com o psicológico, faz a gente refletir sobre a nossa própria vida espelhando-se na temática do filme e faz isso de maneira tão majestosa que nem percebemos que já estamos filosofando, sendo essa, uma conseqüência natural a quem assistir a esse filme.

Começamos a imaginar se procedimento semelhante fosse realmente possível, quantas pessoas iriam se submeter a isso impulsionados a fazer coisas impensáveis num momento de fraqueza e desespero e como isso afetaria completamente a vida dos que foram esquecidos de maneira tão repentina.

Passamos a pensar também, sobre nossas experiências de vida e perceber que sejam nossas lembranças boas ou ruins nos trouxeram lições que nos fizeram evoluir, sendo impossível apagá-las sem deletar junto parte do que somos.

É muito bom ver uma comédia romântica que fuja dos clichês de hoje em dia, o filme possui uma essência própria, percebemos uma harmonia de todos os elementos da trama, não é apenas mais um dos filmes que são lançados as pencas por ai, ele é diferenciado e marcante.

Esse filme é muito bom !
Recomendadíssssimo! 😀