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SerieTrueDetective-ColorindoNuvensAcho tão bom quando encontro uma série que me empolga. Geralmente eu não consigo me interessar tão facilmente pelas centenas de séries atuais, nem mesmo por alguns grandes sucessos de critica.

Talvez seja criteriosa demais e comece a ver pequenos defeitos que me incomodam e não me instigam a continuar até o final, mas com True Detective foi diferente e me interessei do começo ao fim, por diversos motivos.

Protagonizada por Martin (Woody Harrelson) e Rust (Matthew McConaughey), dois policiais que investigam um caso de caráter ritualístico no interior de Louisiana, a série se passa em dois momentos diferentes. Parte dela ocorre nos anos 2000 quando os policiais são intimados a prestar depoimento sobre o caso já encerrado. Já a outra parte passa-se nos anos 90 no período da investigação, cenas que quase sempre começam ou terminam com a narração de um dos protagonistas durante os depoimentos.

Isso, particularmente, torna a série ainda mais interessante já que é visível as mudanças físicas e psicológicas nos personagens. Martin desistiu da carreira na policia e se acomodou como investigador pessoal, já Rust demonstra fisicamente que a vida nesses anos se mostrou extremamente ingrata.

SerieTrueDetective-ColorindoNuvensAlguns episódios são mais parados e focados na investigação. Há também grande destaque na interação entre os policiais, Martin e Rust são bem diferentes entre si, e formam aquela dupla de personagem que se odeiam, mas complementam um ao outro.

As cenas de ação são menos frequentes, mas quando acontecem são de tirar o fôlego. Há também menção ao Rei de Amarelo e Carcosa, entretanto, no decorrer da trama esse assunto acabou servindo apenas como um background da história, não há um aprofundamento ou maiores explicações sobre o assunto.

Quem está à procura de uma série policial mais agitada talvez, possa sentir os episódios meio arrastados, mas eu particularmente acho legal histórias que se aprofundam no drama pessoal de seus personagens.

Rust é o retrato do vazio e isso reflete até mesmo na sua casa, sem móveis. Depois de algumas tragédias em sua vida, é até justificável essa certa descrença, mas ele é completamente desapegado a tudo e dedica-se totalmente a resolução do caso.

SerieTrueDetective-ColorindoNuvensDurante a série Matthew McConaughey rouba a cena. Achei muito legal a visão dele sobre a vida e a maneira como ele sabe filosofar. Veja só essa frase: “se alguém precisa das regras da religião para ser uma pessoa decente, então essa pessoa não vale nada.” Sim, ele veio para causar polêmica e acho isso um dos pontos mais fortes da série.

Depois de acompanhar os 8 episódios que compõem a primeira temporada, posso dizer que o capitulo final começou meio morno, acho que ai seria o momento ideal para mais ação, que ficou restrita somente as cenas finais.

As temporadas são histórias fechadas, ou seja, na segunda temporada que estreia em Junho, encontraremos uma nova trama e novos personagens.

Abaixo vocês podem ver o vídeo de abertura da série. Achei bem interessante a montagem das imagens nos rostos dos personagens principais. Sem contar que a abertura literalmente resume a história!

Vocês ai já conheciam essa série? Também gostaram? Quero muito saber a sua opinião, me conta, vai? HAHAHA Beijos!


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Por ser um dos fatos mais importante da nossa história a Segunda Guerra Mundial já foi palco para muitas produções cinematográficas. Eu particularmente gosto do assunto, embora de uns tempos para cá estivesse evitando filmes que abordasse o tema.

Fury ou Corações de Ferro, no Brasil foi uma escolha totalmente influenciada pelo meu namorado, um apaixonado pelo assunto, e foi uma decisão acertada já que a trama que tem como protagonista Brad Pitt e Logan Lerman é, sem sombra de dúvida, muito boa!

A história nos mostra a rotina dos soldados que conduziam tanques de guerra pelo campo de batalha. Eu nunca havia pensado sobre o assunto dessa maneira e sequer imaginado quais eram as condições enfrentadas pelos soldados que literalmente, davam vida a essas máquinas destruidoras.

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O filme se passa em Abril de 1945 quando a guerra já entrava em sua reta final. A aparência dos personagens representa bem à exaustão de um grupo de soldados que já havia passado por todos os horrores da guerra, a única exceção é Norman (Logan Lerman), o jovem treinado para ser escrivão, mas que, literalmente, é jogado no campo de batalha.

Eu me identifiquei com o seu choque e ingenuidade. Norman precisa abandonar ou pelo menos minimizar o seu lado religioso e correto para encarar a realidade brutal onde não há escolha, somente matar ou morrer.

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Na sua fase de adaptação presenciamos diálogos intensos e cenas fortes, na qual, Brad Pitty como o sargento Wardaddy destaca-se como o comandante do grupo. Suas ações podem até parecer impiedosas inicialmente, mas é essencial ao desenvolvimento de Norman durante as batalhas.

Também não há do que reclamar das cenas de ação. O diretor que também foi responsável pelo roteiro conseguiu equilibrar muito bem o desenvolvimento dos personagens e o da guerra. A fotografia é excelente e o predomínio de tons acinzentados foi uma decisão acertada!

Grande parte das cenas ocorre no interior do tanque “Fury”, que dá nome ao filme em seu título original. No confinamento conflitos acontecem frequentemente e os integrantes da equipe, personagens bem estereotipados, desempenham bem cada qual o seu papel.

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No meio de tanto sangue e morte David Ayer também encontrou espaço para o amor. Apesar de bem intencionada o que rende uma cena de diálogo tenso a lá Bastardos Inglórios, a passagem ocorre de maneira rápida e o seu desfecho um tanto exagerado.

Fury talvez não consiga se tornar um grande clássico, mas tem bastante potencial. Eu gostei e recomendo! E vocês? O que acharam? Me contem a sua opinião!


GrandeHotelBudapeste-ColorindoNuvens

E hoje teremos mais um post sobre filme aqui no blog! Nos últimos dias estive inspirada para assistir aos filmes que todo mundo estava comentando por conta do Oscar e nada melhor do que conferir e tirar as nossas próprias conclusões, não é mesmo?

Para quem não se lembra já falei de Birdman, que foi premiado como “Melhor Filme” no Oscar 2015, do monótono, mas simpático Boyhood e agora chegou a vez de O Grande Hotel Budapeste!

A produção é super bonitinha devido aos cenários e a maneira com que a história é contada. As atuações são bem teatrais e um pouco caricaturadas, mas isso não compromete a qualidade do longa, muito pelo contrário, traz personalidade e dá um charme para a trama.

GrandeHotelBudapeste-ColorindoNuvensMonsieur Gustave (Ralph Fiennes)

O Grande Hotel Budapeste trata-se basicamente, de uma história dentro de outra e ocorre em três momentos diferentes, pode até parecer confuso, mas no final tudo se encaixa perfeitamente.

Nas primeiras cenas vemos uma garota portando um livro e observando um busto do autor da obra, provavelmente já falecido. A partir de então, somos levados até o autor em sua velhice, quando este, decide contar a história do Grande Hotel Budapeste.

A trama dá um salto ainda mais fundo e vamos parar em 1932 quando o autor ainda jovem, (interpretado por Jude Law) hospedou-se no Hotel já em decadência e conheceu Zero Moustafa (F. Murray Abraham), o atual dono da construção. Mais uma vez, viajamos no tempo. Vamos parar na época mais gloriosa do Hotel, e é justamente ai que reside a trama principal da história.

GrandeHotelBudapeste-ColorindoNuvensMadame D (Tilda Swinton) amparada por Gustave

Encontramos Zero (Tony Revolori) ainda muito jovem quando o garoto recebeu a oportunidade de trabalhar como ajudante do concierge Monsieur Gustave (Ralph Fiennes) e aos poucos vamos entendendo quais foram os fatos decisivos que o levaram a se tornar o proprietário do Grande Hotel Budapeste.

A parceria dos personagens tem início quando o galanteador Monsieur Gustave herda uma valiosíssima obra de arte. O fato desperta a atenção e o desagrado da família da viúva e a partir de então, Gustave e Zero passam por situações inusitadas cheias de ação, romance e vilanias.

GrandeHotelBudapeste-ColorindoNuvensZero e Agatha (Saoirse Ronan)

Todas as cenas são muito bem elaboradas, o visual é admirável e eu particularmente gostei muito da paleta de cor do filme. Ralph Fiennes está ótimo em seu papel e é incrível observar como o personagem mantém toda a sua classe e refinamento mesmo diante de um mundo cada vez mais violento e grotesco.

A história progride de maneira bem dinâmica mas, quando a trama chegou ao fim fiquei com aquela sensação de “ahh, mas já acabou?”. Acho que a história tinha potencial para mais algumas reviravoltas!

Vocês também já assistiram essa produção? Também gostaram? Me conte o que achou nos comentários!


OperacaoPerfeito-ColorindoNuvens

Quando escolhi essa obra na livraria estava em busca de uma leitura suave. Estou lendo Maus uma HQ sobre o Holocausto e simplesmente não consigo avançar muitas páginas de uma só vez, por achar a trama muito densa.

Então, decidi buscar um livro que fosse completamente o oposto e Operação Perfeito foi uma escolha bem aleatória, apenas essa frase me chamou a atenção: Uma história sobre um segredo, um erro terrível e a natureza destrutiva da perfeição.

Eu esperava encontrar uma trama que abordasse o tempo e consequentemente, a perfeição inexistente que buscamos. Talvez, quisesse uma história que pudesse tratar de duas questões que frequentemente me incomodam e ter encontrado qualquer coisa menos isso, com certeza, contribuiu para aumentar a minha decepção com o livro.

Parte da história se passa em 1972 quando foi anunciado que dois segundo iriam ser acrescentados ao tempo. O fato que causou tanto espanto para o garoto Byron mostrou-se realmente desastroso e a sua vida mudou completamente nesse pequeno e imperceptível momento.

OperacaoPerfeito-ColorindoNuvens

É justamente nesses dois segundos extras que o garoto presencia um acidente de carro causado pela mãe, porém, Diana passa a agir como se nada tivesse acontecido e quando os questionamentos sobre o ocorrido tornam-se insuportáveis demais para serem guardados só para si, o garoto solicita ajuda a James, o seu melhor amigo, e juntos iniciam a Operação Perfeito, que consiste numa série de ações com o objetivo de investigar e solucionar o caso.

A outra parte da trama passa-se nos dias atuais e acompanhamos parte da história e cotidiano de Jim, um sujeito de meia idade e alguns distúrbios comportamentais e TOC.  Seu passado nos é revelado gradativamente e ao longo da trama vamos conhecendo os fantasmas de seu passado e o que o levou a passar grande parte de sua vida em Instituições Psiquiátricas.

Tendo como plano de fundo o mesmo cenário, percebemos como o garoto Byron e Jim enxergam a charneca, as construções, as contradições e a beleza da cidade londrina nas diferentes épocas em que se passam as histórias até que os enredos possam finalmente se encontrar e revelar os laços que os unem.

OperacaoPerfeito-ColorindoNuvens

A leitura é bem simples, mas o livro demora a engrenar e mesmo quando isso acontece ficamos presos a uma trama que parece não ter muito fundamento ou importância. O fato central da história não adquiriu um significado real para mim o que dificultou o meu envolvimento.

Por se tornar a maior vítima do acidente que ela mesma causou Diana Hemmings adquire grande destaque no decorrer dos capítulos e a sua rotina antes totalmente focada nas crianças começa a se alterar ao iniciar uma amizade destrutiva com o objetivo de recompensar todos os danos causados.

Seymor, o pai, passa a maior parte da história ausente e é representado como uma figura opressora que fornece a família uma ótima condição de vida, mas falha miseravelmente quando o assunto é o amor.

Operação Perfeito nos fornece uma história “OK”. Não é de todo ruim, mas não empolga ou impressiona. Seus personagens apesar de bem construídos não conseguiram me causar empatia e alguns desfechos se mostraram superficiais ou previsíveis.

Vocês já leram esse livro? Também tiveram essa impressão negativa? Me contem nos comentários! Beijos e até a próxima!


boyhood-ColorindoNuvens

Após as muitas indicações ao Oscar, inclusive como melhor filme e roteiro original e a informação de que a história foi filmada em 39 dias ao longo de 12 anos, Boyhood me despertou muita curiosidade por ser no mínimo, diferente das produções que costumamos encontrar.

Esse é o filme mais realista que já assisti, um simples relato da vida real onde coisas incríveis podem não acontecer, mas há desafios diários que todos nós, pessoas comuns, precisamos enfrentar.

BoyhoodDaInfanciaJuventude-ColorindoNuvensMason Jr. e seu pai

Richard Linklater, o diretor do longa se propôs a acompanhar a vida de Mason Jr. (Interpretado por Ellar Coltrane) durante 12 anos, da sua infância ao momento em que ingressou na faculdade.

A trama começa com Mason aos 6 anos de idade, o ano era 2002, e o garoto e sua irmã já enfrentavam os conflitos da convivência familiar e o processo de separação dos pais.

Boyhood, no entanto, não é um filme focado apenas em seu protagonista, percebemos a evolução das pessoas de seu núcleo familiar.

boyhood-ColorindoNuvensMason sua irmã Samantha e Olívia, a mãe das crianças

Enquanto Patricia Arquette, atuando como Olívia a mãe das crianças, precisa se recuperar de alguns relacionamentos conturbados Ethan Hawke, que dá vida ao pai, passa por um amadurecimento tardio. As atitudes de ambos acabam por influenciar na vida dos filhos, até que estes, estejam preparados para seguir seu próprio rumo ao chegar á idade adulta.

Todos os atores estão bem confortáveis em seus papeis, inclusive Lorelei Linklater, filha do diretor, que apesar de destoar com os demais integrantes da família, no que diz respeito às características físicas, traz para trama conflitos bem interessantes do relacionamento entre irmãos.

BoyhoodDaInfanciaJuventude-ColorindoNuvensMason prestes a cursar faculdade

Os fatos nos são apresentados em ordem cronológica e em meio aos lapsos de tempo, percebemos as mudanças físicas e psicológicas que ocorrem nos personagens e os conflitos e conquistas que pontuam cada fase de suas vidas.

Sem grandes reviravoltas, sem grandes emoções, Boyhood retrata a vida como ela é. Em diversos momentos senti falta de um clímax, de algo mais intenso, mas o filme permaneceu do início ao fim com os pés bem firmes na realidade.

Vocês já assistiram? Acham que Boyhood sairá vencedor no Oscar? Deixe a sua opinião nos comentários!


OAbutre-ColorindoNuvens

Há alguns dias assisti O Abutre, filme que traz Jake Gyllenhaal (protagonista de Donnie Darko) numa atuação surpreendente! É justamente esse o aspecto mais interessante do filme, ficamos com os olhos pregados na tela esperando a próxima atitude perturbada de Louis Bloom (Jake Gyllenhaal) uma figura que desperta a nossa curiosidade quase que imediatamente.

Lou vive uma vida simples. Tirando o seu sustento realizando pequenos delitos, como roubar fios de cercas para vender, certa noite, presencia uma equipe de fotógrafos freelancers atuando durante um acidente de carro.

Ao observar atentamente o trabalho da imprensa, o protagonista não demora a enxergar uma oportunidade de carreira e investe seus esforços para comprar alguns equipamentos que o permita registrar algumas tragédias seguindo a frequência de rádio da polícia.

OAbutre-ColorindoNuvensJake Gyllenhaal na pele de Louis Bloom

Inicialmente amador, Lou logo começa a obter seus primeiros resultados que se dá principalmente, por meio da observação de seus concorrentes e da disposição de seguir o rastro de qualquer tragédia em busca de materiais que sejam cada vez mais valorizados pela equipe de jornalismo de um tele jornal sensacionalista.

Em busca do melhor ângulo, da melhor filmagem, Lou não demostra o mínimo incômodo ao registrar cenas chocantes, de acidentes ou outros crimes violentos, dando prioridade as características que mais “agradam o público americano”, como as “vítimas ricas e brancas de bairros mais nobres, feridas por pobres, negros e outras minorias”.

O melhor acerto do filme é explorar as características sádicas de seu protagonista e conforme conhecemos cada vez mais as suas peculiaridades, menos simpatia sentimos por ele e passamos a torcer contra o seu sucesso.

OAbutre-ColorindoNuvensLou durante a realização das filmagens

Ao mostrar os bastidores da profissão, o filme faz boa crítica aos jornais sensacionalistas que oferecem um verdadeiro banquete de atrocidades ao seu público. Eu nunca consegui tolerar esse tipo de jornalismo e para mim é difícil entender o que levam as pessoas a se interessarem tão fortemente pela desgraça alheia.

Abordando um assunto polêmico que discute de maneira sombria quais são os limites éticos da mídia, O abutre é uma produção interessante, a trama segue envolvente, mas, ainda assim permanece dentro da média, confesso que esperava um final mais surpreendente!

Alguém aí já assistiu? Me contem o que vocês acharam nos comentários!


AstronautaSingularidade-ColorindoNuvens

Desde que foram lançadas em 2012 venho colecionando todos os lançamentos do projeto Graphic MSP. Essas HQs trazem como protagonistas os personagens da turminha de Mauricio de Sousa, mas por uma ótica completamente diferente da original realizada pelas mãos de diversos artistas brasileiros.

Ao longo desses dois anos muito material legal já foi lançado e seja pela arte ou pelo enredo delicado cada uma das histórias se destaca em um ponto diferente e é quase impossível conseguirmos escolher uma preferida!

Astronauta Singularidade de Danilo Beyruth é o primeiro lançamento da segunda leva de Graphic MSP e dá continuidade ao primeiro lançamento do projeto – Astronauta Magnetar.

AstronautaSingularidade-ColorindoNuvens01Teaser de Astronauta Singularidade (mais imagens aqui!)

Diferente de seu antecessor Astronauta Singularidade vai direto ao ponto, a proposta é a aventura pelo espaço na tentativa de estudar um buraco negro e nessa expedição, longe da solidão sofrida anteriormente, Astronauta Pereira precisa aprender a lidar com seus companheiros de nave: uma psicóloga responsável pelo seu tratamento após o seu período de naufrágio no espaço e um Major gringo, cujas intenções não são as das melhores.

Nos quadrinhos iniciais percebemos um diálogo tenso. Astronauta está diante de mais uma etapa de sua terapia que tem o objetivo de analisar qual a sua real condição psicológica, após ficar perdido no espaço sozinho, lutando para manter a sanidade.

AstronautaSingularidade-ColorindoNuvens02A arte da HQ

Nessa história percebemos a importância do personagem para a Brasa (Brasileiros Astronautas) já que é o único capaz de pilotar uma nave com tecnologia alienígena desconhecida. O porquê desse jovem do interior ter sido escolhido pelos seres de outro planeta não nos é revelado totalmente, o que abre espaço para uma possível continuação.

Para mim, um dos momentos mais interessantes de toda história está resumida em uma única página, onde as imagens dizem mais do que palavras e astronauta discute silenciosamente o seu lugar na imensidão do espaço.

AstronautaSingularidade-ColorindoNuvensAstronauta frente a frente ao buraco negro

Se em Astronauta Magnetar o seu forte era o aspecto psicológico da história, que tratou tão bem da solidão e dualidade de sentimentos. Em Singularidade, o foco é totalmente a aventura que progride de maneira rápida nos deixando a impressão de que as 80 páginas não foram suficientes para dar mais profundidade à história.

Pesando seus aspectos positivos e negativos, porém, Astronauta Singularidade ainda assim, é uma obra de qualidade, mas nesse caso, a arte definitivamente, se mostrou superior ao enredo e fica quase impossível não compará-la aos outros títulos dessa coleção.

Vocês já conheciam esse projeto? Também colecionam essas HQs? Me conte o que achou!


VidaSecretaWalterMitty-ColorindoNuvens

Há momentos na vida em que precisamos mudar. Quando percebemos uma insatisfação geral ou uma apatia em determinado aspecto, é legal estudar o que está acontecendo e buscar uma alternativa para mudar o que mais nos incomoda.

Em fases assim, nada melhor do que buscar inspiração baseada na conduta de outras pessoas, sejam elas reais ou apenas protagonistas de alguma obra fictícia. É ai que entra Walter Mitty, um personagem que nos convence a apreciar mais a vida ao vivo do que através das fotografias alheias.

Trabalhando por anos a fio como gerente do departamento de negativos da revista Time, Walter Mitty (Ben Stiller) é uma figura apagada, pouco atrativa e só desperta a curiosidade das pessoas a sua volta, devido as suas esquisitices e seus constantes apagões que o leva para uma realidade alternativa, onde sonha realizar grandes feitos e vive as mais improváveis e épicas aventuras.

VidaSecretaWalterMitty-ColorindoNuvensBen Stiller como Walter Mitty

Seu estado de inércia começa a se alterar quando a Time anuncia oficialmente o fim das revistas impressas, sendo restrita somente ao meio digital o que consequentemente, extinguiria o seu cargo na organização.

Aqui fica claro a critica ao mundo corporativo e as grandes organizações. Walter Mitty é descartado como uma peça sem valor, mas é durante a sua última tarefa pela empresa que o pouco que sobrou de sua personalidade aventureira e rebelde ressurge após anos de trabalho sem perspectiva e com pouco reconhecimento.

Walter sai em busca do misterioso negativo 25, foto enviada por Sean o’Connell (Sean Pean) para estampar a última edição da revista. Nesse processo recebe a ajuda de Cheryl Melhoff (Kristen Wiig) sua colega de trabalho a qual nutre um amor secreto incapaz de expressar-se até mesmo através de um site de relacionamentos.

Após esse ato súbito de coragem que o leva a sair no rastro do fotógrafo responsável pela imagem, Walter se depara com as situações mais inusitadas possíveis, sempre cercado por uma natureza exuberante, como aquelas que ele passou anos apreciando pelas lentes de Sean o’Connell.

VidaSecretaWalterMitty-ColorindoNuvensWalter durante a sua aventura a procura de Sean o’Connell

Acompanhamos todo o processo de reencontro de Walter Mitty com o seu verdadeiro eu e é praticamente impossível não analisarmos a nossa própria postura e nos perguntarmos se o que somos agora é o reflexo de nossa essência interna ou fomos apagados pouco a pouco para nos adequarmos a realidade que nos cerca.

Apesar dessa premissa interessante de autodescoberta, o filme possui alguns pontos falhos que não me permitiram ficar totalmente absorta e envolvida com sua história. Seu maior deslize é justamente a velocidade com que tudo se desenvolve.

Não temos tempo satisfatório para criar um laço mais forte com o Walter sem perspectiva do inicio da história e a sua transição para uma vida mais agitada não ocorre naturalmente e dessa forma, o espectador não tem tempo de se adaptar a nova realidade do filme que adquire a partir dai, mais humor e aventura, do que o drama prometido inicialmente.

Apesar dessa característica mais genérica, acho válido conferir essa história, principalmente se o seu momento atual não for os dos melhores e a sua vida literalmente, precisa de Upgrade! E vocês? Compartilham a minha opinião ou interpretaram de maneira diferente? Acho que esse filme dá abertura a esse tipo de discussão, o que é um aspecto bem interessante.


maucomeço-colorindonuvens

Eu sou apaixonada por livros de fantasia. Tenho certeza de que quem é da geração que cresceu sob as influencias dos livros de J. K. Rowling  vai entender o que estou dizendo sem maiores explicações.

Hoje, mesmo depois de bem crescidinha, continuo gostando de obras voltadas para o público infanto-juvenil. Acho interessante a forma simples com que essas histórias são contadas e frequentemente me pego pensando que o eu da minha infância iria adorar ouvir esse tipo de história antes de dormir, e de alguma forma, uso isso como uma espécie de medidor de satisfação que identifica se o livro me ganhou ou não.  Desventuras em Série – Mau Começo felizmente, conseguiu se sair bem em todos esses quesitos.

O livro tem uma narrativa bem clara e fluida e ouvimos a história da boca de Lemony Snicket um narrador onisciente que logo de início já nos deixa claro que esse livro literalmente, não vai ter um final feliz.

Nessa primeira obra da série que possui um total de 13 livros, somos apresentados a difícil jornada dos irmãos Baudelaire. Os três irmãos se vêm completamente deslocados após receberem a notícia de que os pais morreram num misterioso incêndio que destruiu a mansão onde viviam.

MauComeco-ColorindoNuvensHá desenhos no início de cada capítulo

O testamento é claro. Em caso da morte dos pais, as crianças deveriam ser entregues para o parente mais próximo. É ai que a vida das crianças se torna um verdadeiro inferno e Violet, Klaus e Sunny ficam a mercê das vilanias do Conde Olaf.

Como vilão, o personagem não deixa a desejar e também não foge do estereótipo. Além de ter uma aparência assustadora, age de maneira inescrupulosa e dissimulada. Deixando bem claro que está tramando algo para colocar as suas asquerosas mãos na fortuna dos Baudelaire. Logo, começa a maltratar seus filhos por lei dando-lhes inúmeras tarefas, privando-os de qualquer conforto e ameaçando-os com a presença de seus estranhos amigos do grupo de teatro.

Como uma boa obra introdutória, aos poucos vamos nos familiarizando com as características dos personagens. Violet, a mais velha dos Baudelaire é extremamente responsável, cuida de seus irmãos mais novos e é capaz de criar engenhocas surpreendentes.

MauComecoPersonagens-ColorindoNuvensApresentação dos personagens

Klaus é o amante dos livros. Seu lugar preferido é a biblioteca e é capaz de se lembrar de tudo o que lê; já Sunny, é a caçula da família, com seus dentinhos afiados morde tudo o que encontra pela frente e apesar de não falar, se faz entender através de seus grunhidos.

O narrador é um personagem a parte, e passamos a nos sentir próximos dele quando frequentemente introduz uma nota explicativa ou nos alerta sobre as inúmeras desventuras dos Baudelaire.

Mau Começo me proporcionou uma ótima leitura. A história é bem envolvente e com uma simplicidade impressionante. É muito mais voltada ao público infantil, então esteja atento a esse detalhe antes de se decepcionar com a inocência da história. Recomendo!


MazeRunner-colorindoNuvens

O verão 2015 está insuportavelmente quente! E em dias assim prefiro ficar em casa onde tenho sempre a mão um copo de água bem geladinha e ainda posso me refrescar um pouco com a ajuda do ventilador que eu escravizo (pobre Britânia), deixando-o ligado o tempo todo.

Em situações como essa assistir a um filme ao lado de boa companhia é simplesmente, uma opção irresistível e o título escolhido da vez foi The Maze Runner, mais uma adaptação de livros infanto-juvenis.

Não posso negar que inicialmente lancei um olhar de desconfiança sobre a trama. Já comentei aqui no blog que a franquia de Jogos Vorazes não me convence nem um pouco e justamente por isso, estava com o famoso “pé atrás”.

Na história vários adolescentes foram colocados em uma clareira cercada por gigantescos muros. Do outro lado encontra-se um labirinto repleto de perigos e habitado pelas criaturas monstruosas apelidadas de Verdugos.

MazeRunner-colorindoNuvens

As coisas começam a mudar quando o protagonista Thomas (Dylan O’Brien) é enviado à clareira. Praticamente sem memórias anteriores como os outros garotos é ele quem começa a questionar e quebrar algumas regras de uma espécie de sociedade criada pelos meninos visando garantir unicamente a sobrevivência do grupo.

Os momentos iniciais da trama e grande parte de seu desenvolvimento são repletos de mistérios. Os personagens levantam questionamentos, sem respostas, e isso funciona muito bem, prende a nossa atenção e nos faz entrar no “modo investigativo”, no qual, prestamos atenção a cada detalhe para tentar encontrar uma razão lógica para tudo aquilo.

O relacionamento entre os personagens são bem construídos e suas personalidades bem definidas. E nesse grupo diversificado, Thomaz ocupa claramente o papel do herói, capaz de influenciar os demais a arriscar-se a descobrir o que de fato há lá fora e quem os colocou ali.

Já nos seus primeiros dias no labirinto Thomaz consegue, não sem dificuldade, o título de corredor, garotos que exploram o labirinto de dia tentando memorizar seus caminhos, antes que se alterem durante a noite. É a partir dai que eles enxergam uma esperança para ir além dos limites já explorados, encontrar um padrão e seguir em frente.

MazeRunner-ColorindoNuvens

Para completar, a única garota do grupo é enviada a clareia, Teresa (Kaya Scodelario) traz consigo mais mistério num bilhete que diz que ela será a última. Sua introdução poderia dar abertura a possíveis romances de última hora, mas pelo menos nesse primeiro filme, não houve espaço para isso o que me agradou imensamente já que acharia bem desnecessário.

Tudo funcionava perfeitamente, como quando seguimos a risca uma receita de bolo. Porém, é justamente nos momentos finais que recebemos um banho de água fria e as revelações funcionam muito mais como um anticlímax.

The Maze Runner não é um filme ruim. As cenas de ação são bem elaboradas e as relações humanas também não deixam a desejar, entretanto, o grande brilho do filme são os mistérios que quando revelados nos deixa uma sensação de vazio e uma desconfiança tremenda do que virá pela frente.

Apesar desse ponto negativo, acho que o balanço final ainda assim, é positivo. Vocês compartilham dessa mesma opinião? Deixe um comentário dizendo o que achou! É sempre bom ouvi-lo!